Redução no preço da gasolina nos próximos meses
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a projeção de 4% para o reajuste no preço da gasolina em 2011. Segundo a ata da última reunião do comitê, divulgada hoje (08/09/2011), a projeção contempla, ao longo do ano, “reversão parcial da elevação de 6,3% ocorrida até julho” no preço da gasolina.
O Copom também manteve a expectativa de que não haverá reajuste no preço do botijão de gás, em 2011. As projeções de reajuste das tarifas de telefonia fixa e eletricidade, este ano, mantiveram-se em 0,9% e 4,1%, respectivamente.
A estimativa de reajuste para os preços administrados por contrato e monitorados em 2011 foi elevada para 5%, ante os 4,9% considerados na reunião de julho. Esse conjunto de preços, de acordo com os dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), correspondeu a 29% do total do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho.
Para 2012, a projeção para os preços administrados foi mantida em 4,4%.
Inflação medida pelo IPC-S é a maior desde a terceira semana de maio
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), ficou em 0,74% na primeira prévia de setembro, o que representa um avanço de 0,34 ponto percentual sobre o resultado do encerramento de agosto (0,40%). É a maior taxa desde a terceira semana de maio de 2011, quando o índice ficou em 0,96%.
Cinco dos sete grupos pesquisados apresentaram índices de reajustes acima dos registrados no levantamento anterior. As maiores elevações ocorreram no grupo alimentação, com alta de 1,76% ante 0,80%. Entre os itens que ficaram mais caros estão as frutas (de 7,47% para 13,77%) e as hortaliças e os legumes (de -4,15% para -1,49%).
No grupo vestuário, a taxa passou de -0,33% para 0,70%, sob a influência da entrada nas lojas da nova coleção primavera-verão, com os preços das roupas subindo 0,88%, ante 0,33%. Em transportes, o índice aumentou de 0,11% para 0,16%, com reflexo do seguro facultativo para veículo (de -1,05% para -0,19%).
No grupo habitação, houve ligeira elevação de 0,38% para 0,39%, atribuída à alta na mão de obra para reparos na residência. Em educação, leitura e recreação, ocorreu um acréscimo de 0,25% ante 0,19%. Neste caso, a maior pressão foi provocada pela correção no preço da passagem aérea (de -0,94% para 2,30%).
Em compensação, foram constatados decréscimos nos grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,46% para 0,42%), com recuo em artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,57% para 0,23%), e em despesas diversas, com queda de -0,10% ante -0,04%, puxada pelo item alimento para animais domésticos (de -2,02% para -2,92%).
Os cinco itens que mais influenciaram o avanço inflacionário são: limão (de 104,85% para 121,20%), aluguel residencial (de 0,72% para 0,86%), leite do tipo longa vida (de 2,66% para 3,28%), tomate (de 5,19% para 8,10%) e mamão da Amazônia (de 11,30% para 12,96%).
Em sentido inverso, os cinco itens com as maiores quedas de preços são: batata-inglesa (de -21,39% para -13,66%), alho (de -10,38% para -11,65%), sardinha-fresca (de -10,49% para -15,40%), cebola ( de -10,01% para -8,58%) e pescada-branca (de -11,93% para -12,26%).
Inflação medida pelo IPC-S é a maior desde a terceira semana de maio
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), ficou em 0,74% na primeira prévia de setembro, o que representa um avanço de 0,34 ponto percentual sobre o resultado do encerramento de agosto (0,40%). É a maior taxa desde a terceira semana de maio de 2011, quando o índice ficou em 0,96%.
Cinco dos sete grupos pesquisados apresentaram índices de reajustes acima dos registrados no levantamento anterior. As maiores elevações ocorreram no grupo alimentação, com alta de 1,76% ante 0,80%. Entre os itens que ficaram mais caros estão as frutas (de 7,47% para 13,77%) e as hortaliças e os legumes (de -4,15% para -1,49%).
No grupo vestuário, a taxa passou de -0,33% para 0,70%, sob a influência da entrada nas lojas da nova coleção primavera-verão, com os preços das roupas subindo 0,88%, ante 0,33%. Em transportes, o índice aumentou de 0,11% para 0,16%, com reflexo do seguro facultativo para veículo (de -1,05% para -0,19%).
No grupo habitação, houve ligeira elevação de 0,38% para 0,39%, atribuída à alta na mão de obra para reparos na residência. Em educação, leitura e recreação, ocorreu um acréscimo de 0,25% ante 0,19%. Neste caso, a maior pressão foi provocada pela correção no preço da passagem aérea (de -0,94% para 2,30%).
Em compensação, foram constatados decréscimos nos grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,46% para 0,42%), com recuo em artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,57% para 0,23%), e em despesas diversas, com queda de -0,10% ante -0,04%, puxada pelo item alimento para animais domésticos (de -2,02% para -2,92%).
Os cinco itens que mais influenciaram o avanço inflacionário são: limão (de 104,85% para 121,20%), aluguel residencial (de 0,72% para 0,86%), leite do tipo longa vida (de 2,66% para 3,28%), tomate (de 5,19% para 8,10%) e mamão da Amazônia (de 11,30% para 12,96%).
Em sentido inverso, os cinco itens com as maiores quedas de preços são: batata-inglesa (de -21,39% para -13,66%), alho (de -10,38% para -11,65%), sardinha-fresca (de -10,49% para -15,40%), cebola ( de -10,01% para -8,58%) e pescada-branca (de -11,93% para -12,26%).
Copom avalia que aumento do superávit primário diminui riscos para a inflação
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) considera que está em curso um processo de consolidação fiscal no país. Segundo a ata da última reunião do comitê, divulgada hoje (8), o recente aumento do superávit primário, economia feita para o pagamento dos juros da dívida pública, torna “o balanço de riscos para a inflação mais favorável”. No último dia 31, o comitê reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual para 12% ao ano. A decisão surpreendeu o mercado financeiro que esperava no manutenção da taxa.
Segundo a ata, o Copom espera o cumprimento da nova meta de superávit primário, cerca de 3,15% do Produto Interno Bruto (PIB), sem descontos dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), este ano. Em 2012 e 2013, a “hipótese de trabalho” do BC é a de que o superávit primário fique em torno de 3,10% do PIB, sem ajustes.
Para o Copom, os resultados fiscais previstos contribuem para “arrefecer o descompasso entre as taxas de crescimento da demanda e da oferta”, o que gera inflação, e “solidificarão a tendência de redução da razão dívida pública sobre produto [PIB]”.
Na ata, o comitê destaca “que o cenário central também contempla moderação na expansão no mercado de crédito, para a qual contribuem ações macroprudenciais e ações convencionais de política monetária [taxa Selic] recentemente adotadas”. O Copom considera, ainda, “oportuna” a decisão do governo de moderar os subsídios nas operações de crédito.
Além da redução dos gastos públicos, o comitê destaca que levou em consideração para reduzir a Selic a deterioração do cenário internacional, com a crise econômica externa, e os efeitos das ações de restrição ao crédito no país, implementadas no final do ano passado. Segundo a ata, as decisões futuras sobre a taxa Selic vão levar em consideração esses mesmos aspectos.
BC: em situação de deterioração do cenário internacional, risco de aumento da inflação diminui
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) considera que houve substancial deterioração do cenário internacional entre julho e agosto, quando foram realizadas reuniões do colegiado.
Segundo a ata da última reunião do Copom, divulgada hoje (8), houve “reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos”. “O comitê entende que aumentaram as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado”.
Para o comitê, o cenário internacional contribui para que haja redução da inflação no Brasil, em cenário de moderação da atividade econômica do país. “O processo de moderação em que se encontra a economia [brasileira] – uma decorrência das ações de política [econômica] implementadas desde o final do ano passado – tende a ser potencializado pela fragilidade da economia global. Dessa forma, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável”.
Na avaliação do Copom, a transmissão da crise externa para a economia brasileira pode ocorrer por meio de diversos canais, como a “redução da corrente de comércio [exportações e importações], a moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e a piora no sentimento de consumidores e empresários”.
Ciclo de aumento da inflação acumulada em 12 meses se encerra neste trimestre, prevê Copom
O cenário prospectivo para a inflação no país acumulou sinais favoráveis. A informação consta da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), realizada nos dias 30 e 31 de agosto, quando foi decidido reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual para 12% ao ano. A decisão surpreendeu o mercado financeiro, que esperava por manutenção da taxa.
Na ata, o Copom prevê “que neste trimestre se encerra o ciclo de elevação da inflação acumulada em 12 meses”. A partir do quarto trimestre, a tendência de inflação em 12 meses é declinante, com deslocamento para a direção da trajetória de metas, que tem centro de 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo a ata, no último trimestre de 2010 e no primeiro deste ano, “a inflação foi forte e negativamente influenciada por choques de oferta domésticos e externos, mas as evidências sugerem que os preços ao consumidor já incorporaram os efeitos diretos desses choques”.
“Também foram relevantes os efeitos diretos da concentração atípica de reajustes de preços administrados ocorrida no primeiro trimestre deste ano, que, em casos específicos, mostra sinais de reversão”. Mas o Copom acrescenta que esses efeitos de reajuste de preços administrados ainda devem impactar indiretamente os preços ao consumidor.
O comitê também avalia “como relevantes, embora decrescentes, os riscos derivados da persistência do descompasso entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda”, o que leva ao aumento da inflação.
Um dos riscos, segundo a ata, é “a possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a dinâmica da inflação”. Por outro lado, para o Copom, o nível de utilização da capacidade instalada tem recuado, o que contribui para conter pressões de preços. “No final do ano passado e início deste ano, os riscos associados à trajetória dos preços das commodities nos mercados internacionais foram chave para o cenário prospectivo, entretanto, desde abril esses preços mostram certa acomodação”, acrescenta.
Na reunião, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic por cinco votos a favor. Dois votos foram pela manutenção da taxa Selic em 12,50% ao ano.
Segundo a ata, o comitê, reconheceu, de forma unânime, “que o ambiente macroeconômico se alterou substancialmente desde sua última reunião [em julho], de modo a justificar uma reavaliação, e, eventualmente, reversão, do recente processo de elevação da taxa básica”. Entretanto, dois membros do Copom avaliaram que o momento não oferecia “todas as condições necessárias” para que houvesse redução da taxa imediatamente.
*Com informações da Agência Brasil.
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