Em comemoração ao Novembro Negro, a deputada estadual Graça Pimenta (PR) realizou pronunciamento na Assembleia Legislativa (AL) na tarde desta terça-feira (22/11/2011). No discurso, a parlamentar citou benefícios que devem ser direcionadas à população negra.
“É imprescindível desenvolver políticas de saúde integral, investir mais na educação profissionalizante para ocupar de forma produtiva o tempo dos jovens, a fim de afastá-los das influências perniciosas das drogas. Desejo que a Carta de Salvador, ao formular diretrizes para políticas públicas no Brasil, países latino-americanos e africanos, passe a representar um divisor de águas entre um estágio de conscientização e de realidades concretas”, declara.
O documento citado pela parlamentar foi elaborado durante o Encontro Ibero-americano do Ano Internacional Dos Afrodescendentes, realizado na capital baiana como parte da programação do mês temático. Graça Pimenta citou também que “no domingo (20 de novembro) comemorou-se o Dia Nacional da Consciência Negra. A data foi escolhida para lembrar o dia da morte de Zumbi dos Palmares. Uma homenagem justa a este personagem histórico, que representa a luta do negro contra a escravidão no período do Brasil Colonial”.
Zumbi morreu em 1695 durante combate em defesa dos negros e dos quilombolas. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. O guerreiro lutou até a morte pela preservação da cultura e pela liberdade do seu povo.
Conforme Graça Pimenta “o tempo passou e chegamos ao terceiro milênio, entretanto os negros ainda enfrentam o impacto da discriminação racial. Reconhecidamente, desde a Conferência Mundial Contra o Racismo, ocorrida em 2001 na África do Sul, até o presente momento, a agenda racial do Brasil demonstra avanços sensíveis, tais como o Estatuto da Igualdade Racial, as políticas públicas de acesso ao ensino superior e os programas de assistência social que abraçam as camadas menos privilegiadas da população. Com efeito, é preciso fazer muito mais pela população afrodescendente, que constitui maioria aqui no Brasil. Precisamos construir uma sociedade igualitária, democrática, onde haja oportunidades iguais e justiça social”.









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