Ministra Luiza Bairros perde apoio de ativistas da área da igualdade racial; governo Rousseff é criticado por falta de diálogo e rompimento com gestão passada

A ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, Luiza Helena de Bairros.
A ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, Luiza Helena de Bairros.
A ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, Luiza Helena de Bairros.
A ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, Luiza Helena de Bairros.

A presidente Dilma Rousseff enfrentará reações no movimento negro se forem confirmadas as informações de que pretende extinguir a Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Militantes de todas as tendências consideram a proposta um retrocesso político. Por outro lado, a presidente ganhará aplausos se, além de manter a secretaria, trocar a atual titular. No movimento negro e até em alguns setores do PT, é cada vez maior o descontentamento com a atuação de Luiza Bairros.

Na avaliação dos críticos da ministra, ela mostra pouca disposição para o diálogo com organizações sociais e ignora demandas petistas. Até circula em Brasília o comentário de que ela nem faz parte da cota do PT na Esplanada dos Ministérios. Na verdade, integraria a cota do governador baiano Jaques Wagner (PT), que, saiu das eleições de 2010 com cacife para indicar dois ministros: Luiza e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário)

Sobre a reforma ministerial

O governador da Bahia, Jaques Wagner, está em campanha para manter a ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial) no cargo. Ele aproveitou a visita da presidente Dilma a Salvador para falar sobre a fritura que Luiza tem enfrentado. Dilma teria dito que não pretende extinguir a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, com status de ministério, até porque repercutiria muito mal no movimento negro, e teria elogiado a ministra.

Além da indicação de Wagner, Luiza chegou a Brasília como parte do projeto de Dilma de engrossar a cota de mulheres em seu governo. A dúvida é se essas credenciais serão suficientes para mantê-la no cargo.


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