Pacientes reivindicam melhorias na rede CAPS em Feira de Santana. Confira os debates da Câmara de Vereadores

O vereador Marialvo Barreto, que presidiu a audiência pública disse que está preocupado com o volume de colegas dele professores que estão sendo tratados na rede Caps. Foto: Vicent Ferres
O vereador Marialvo Barreto, que presidiu a audiência pública disse que está preocupado com o volume de colegas dele professores que estão sendo tratados na rede Caps.
Foto: Vicent Ferres

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Pacientes que dependem da rede Caps (Centro de Atenção Psicossocial) em Feira de Santana querem mais agilidade e melhorias na qualidade do atendimento prestado pela Secretaria Municipal de saúde da Prefeitura de Feira de Santana. O assunto foi debatido durante audiência pública realizada na tarde de ontem (30), na Câmara Municipal.

Segundo a enfermeira Rosana Falcão, coordenadora da Rede Caps, estão cadastrados em Feira de Santana mais de 20 mil usuários. Desse total existem cerca de 14 mil 550 ativos. Eles são atendidos através de consultas com psiquiatras, grupos e oficinas terapêuticas, assembleias, reuniões, atividades de lazer entre outras.

Representantes de várias entidades que atuam na defesa de pessoas que tem sofrimento psíquico foram acompanhar as discussões.

A usuária da rede Caps, Iraci Andrade disse que vem lutando para fundar uma associação de pessoas que sofrem com dores psíquicas e seus familiares.

O vereador Marialvo Barreto, que presidiu a audiência pública disse que está preocupado com o volume de colegas dele professores que estão sendo tratados na rede Caps.

Ele observa que algumas escolas tinham psicólogos, mas os pais de estudantes reagiram e os estabelecimentos tiveram que demitir esses profissionais.

Durante a audiência pública um usuário reclamou da pouca participação de pessoas na sessão. Ele também observou que a Câmara Municipal só estava com quatro vereadores e que essa situação é vergonhosa.

A falta de profissionais como médicos, enfermeiros e pessoal de apoio, além de medicamentos foram as principais queixas apresentadas na audiência pública. Outra questão importante é a não informatização da rede.

Roque Pereira compara Germina de Carvalho Silva a irmã Dulce 

O vereador Roque Pereira (PTN), em seu discurso na Câmara Municipal, esta semana, destacou a biografia da professora feirense Germina de Carvalho Silva, feita pelo filho, o médico Ângelo Mário de Carvalho e Silva. De acordo o edil, a caridade era um sentimento presente na vida desta senhora. Em razão do auxílio que prestou, sobretudo aos mais necessitados, Roque afirmou que Germina foi a irmã Dulce de Feira de Santana.

Germina de Carvalho Silva, se estivesse viva, completaria 100 anos no próximo dia 03. “Minha mãe teve a missão de semear o amor, esperança, caridade, generosidade e fraternidade por toda a sua vida”, relata Ângelo Mário, no texto biográfico.

Segundo ele, uma das ações da professora Germina foi a fundação de uma instituição que tem o seu nome, onde, senhoras da sociedade se reuniam para confeccionar objetos de casa que eram vendidos de seis em seis meses. Com a arrecadação, se adquiria medicamentos, cobertores de lã e alimentos para instituições de caridade de Feira de Santana e para pessoas desamparadas. Hoje, a instituição continua graças ao trabalho de sua filha Eliana e outras senhoras da cidade.

“Pelo que fazia em benefício dos humildes de Feira de Santana, Germina se tornou a maior líder social feminina da cidade, inigualável até os dias de hoje. Há pouco tempo houve uma pesquisa na internet e seu nome foi o mais votado devido a seu trabalho social, para constar em uma das praças do maior shopping do município”, diz o texto biográfico.

O médico Ângelo Mário informa também que Germina foi reconhecida por autoridades estaduais, municipais e prefeitos que inauguraram escolas, centro de saúde e rua da cidade com o seu nome.

Justiniano alerta que muitos partidos precisam de coligações para eleger vereador

O edil Justiniano França, esta semana, em seu discurso proferido na tribuna da Casa da Cidadania, informou que, nas eleições de 2008, em Feira de Santana, o voto de legenda do Democratas elegeu, além de políticos do DEM, vereadores de outros partidos como PRB, PP e PR.

Com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Justiniano disse que, em 2008, os vereadores do DEM juntos somaram 41.984 votos, enquanto que os representantes do PP atingiram 12.703, PRB 5.610 e o PR 5.062. Conforme o edil, se esses partidos não se coligassem com o Democratas, o ex-vereador José de Arimatéia, com 4.567 votos e os edis Maurício Carvalho (3.567) e Eremita Mota (3.929) não seriam eleitos.

Justiniano salientou que dos seis vereadores eleitos pelo DEM, apenas um não conseguiria se eleger, se não houvesse coligação. No que tange ao PP, só o vereador Getúlio Barbosa garantiria sua eleição, independente do Democratas, visto que este obteve 5.745 votos.

Segundo Justiniano, o que se observa, hoje, é uma discriminação pública em relação aos Democratas, mas nos bastidores acontecem os afagos e os carinhos. “A gente começa ouvir o desejo de coligação com o DEM. Eu estarei dentro do meu partido brigando para que o Democratas saia só”, afirmou.

Tourinho questiona concurso público específico para Guarda Municipal 

A Prefeitura de Feira de Santana oferecerá 213 vagas para 22 setores diferentes da administração pública, a exemplo de professor, secretário escolar, técnico de enfermagem, auditor fiscal, médico e enfermeiro. A partir de hoje (1º), se iniciam as inscrições do concurso público, com encerramento no dia 20 de dezembro. O vereador Roberto Tourinho, em seu discurso na sessão legislativa, reclamou que não consta no edital vagas para a Guarda Municipal.

O oposicionista relatou que um internauta questionou no Facebook a primeira dama, deputada Graça Pimenta, por que a Prefeitura não estava disponibilizando vagas para a Guarda Municipal. Conforme Tourinho, o prefeito Tarcízio Pimenta, em sua página na rede social, foi quem respondeu a indagação, afirmando que haverá um concurso específico para a corporação.

Para o vereador, “a Prefeitura de Feira, se assim proceder, está aplicando um golpe na população feirense. Por que o Governo Municipal vai realizar um novo concurso apenas para o preenchimento de vagas para a Guarda Municipal? Na lei que esta Casa aprovou não criou vaga para a Guarda”, afirmou.

Na sequência, Tourinho disse que não é novidade a desconfiança da população na Prefeitura. Por conta disso, segundo ele, “o Governo Municipal buscou a parceria da Universidade Estadual de Feira de Santana, “que é uma entidade de credibilidade”, para o concurso público não correr o risco de ser um “fiasco ou um festival de ação na Justiça, de impugnação ou pedindo o cancelamento do concurso”.


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