O deputado federal Emiliano José (PT-BA) afirmou em entrevista que o governador baiano Jaques Wagner está enfrentando de modo firme e seguro a situação de greve instaurada por “uma pequena parcela da PM”. Emiliano José fez questão de ressaltar que as providências estão sendo tomadas e que a situação de “pessoas armadas, ameaçando o estado democrático de direito, não deve ser tolerada”.
O deputado disse que o governador está disposto a negociar “com quem também está disposto a negociar”. Sobre o fato de mais de mil policiais ainda estarem acampados em frente à Assembleia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia, ele garantiu que as providências já estão sendo tomadas. “Vamos adotar as providências que devem ser adotadas”, disse.
Histórico
O deputado também ressaltou que é curioso ver pessoas que não têm autoridade na área de segurança pública darem opiniões sobre o que vem acontecendo. Ele condenou o “aproveitamento político” que o presidente do partido Democratas, José Carlos Aleluia, e o deputado federal ACM Neto tomaram com a situação. “Na greve de 1981, o então governador ACM mandou resolver a situação a bala e matou gente. O avô do Neto, que está tentando dar lição a gente. Já em 2001, a situação só foi resolvida com o apoio da oposição (na época o PT). E agora eles querem tirar proveito político disto”, reclamou.
Para reforçar o policiamento ostensivo no estado, um grupo formado por 150 policias da Força Nacional de Segurança chegou à capital baiana na noite desta quinta feira, 02. O efetivo já iniciou o trabalho de patrulhamento na cidade. De acordo com o comandante da tropa, capitão Luigi Gustavo Pereira, a estratégia de atuação foi definida em conjunto com a cúpula da Segurança Pública do Estado e tem o objetivo de atender às necessidades da população. Outro efetivo, com cerca de 500 homens, está se deslocando por terra, e começa a chegar nesta sexta à capital baiana.
Além dos 650 homens da Força Nacional de Segurança, formada por policiais militares de todos os estados, dois mil soldados do Exército também chegam, no mesmo dia, à Bahia. As forças federais de apoio foram solicitadas ao Ministério da Justiça pelo Governo do Estado para restabelecer a segurança.
Agora a tarde, o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, se reúnem com o comandante da VI Região Militar, general Gonçalves Dias, para definir a participação do Exército no reforço à segurança no estado. “Vamos reforçar a sensação de segurança, já que a PM está nas ruas e apenas uma minoria vem promovendo atos de vandalismo”, afirmou Barbosa, em entrevista coletiva no auditório da SSP, ao lado do coronel Castro e do delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge.
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