Os países-membros da Assembleia Geral da ONU fazem, nesta segunda-feira (25/03/2011), uma sessão especial para lembrar as vítimas da escravatura.
O evento marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Tráfico Transatlântico de Escravos, ocorrido neste domingo, 25 de março.
Colônias
Segundo as Nações Unidas, mais de 28 milhões de africanos sofreram com o crime. A maioria era vendida para as colônias da América do Norte, do Caribe e da América do Sul.
Um dos objetivos da data é também manter viva a lembrança da escravatura e evitar práticas de racismo, xenofobia e intolerância.
Nesta entrevista à repórter Dianne Penn, em Salvador, o monitor do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, André Luís Bispo de Jesus, convidou a todos para conhecer a história dos povos africanos no país.
“Venha ver o que nós temos desse legado, dessa realeza Africana aqui no Brasil. Somos povos que ainda existimos com as mesmas lutas, com os mesmos pensamentos. Somos pessoas livres, capazes de pensar e agir.”
Tragédia
Em mensagem, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o tráfico de escravos foi uma tragédia por causa “da barbárie e da natureza sistemática e organizada”.
Nos eventos, realizados pela ONU, mulheres e homens que lutaram contra a escravatura também estão sendo homenageados, além dos que continuam lutando contra formas modernas de escravidão.
O Dia Internacional foi instituído em 2007. O tema deste ano é “Honrando os Herois, Os que Resistiram e os Sobreviventes”.
A ONU está construindo um memorial permanente na sua sede, em Nova York, para lembrar os milhões de vítimas da escravatura.
*Com informação : Rádio ONU








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