Lampião não vestia cor de rosa

“É impossível imaginar Lampião, um indivíduo destemido, matador, audaz, mais valente do que o diabo, todo envolto em cartucheiras cheias de balas, punhais e revolveres na cintura, um rifle pendurado nas costas, de quatro, no meio das caatingas do sertão nordestino. Com certeza, Lampião nunca vestiu cor de rosa”.

Foi constatado em Aracaju, que o juiz aposentado Pedro Morais, autor do famigerado livro: Lampião, o Mata Sete, não passa de um impostor em busca de notoriedade. Neste livro ele acusa o cangaceiro de ser gay e que sua mulher, Maria Bonita, era adúltera e que Expedita, a filha do casal, inclusive, seria de outro homem. Afirma também, que Maria bonita e o Rei do cangaço chegaram até a dividir o mesmo namorado.

Comenta-se em Sergipe que o pseudo escritor atualmente não é visto em lugares públicos, com receio de represália por parte dos admiradores do cangaceiro. Segundo afirmam ele tomou como base um comentário de Luiz Mott, um dos mais conhecidos ativistas brasileiro em favor dos direitos civis das pessoas de minoria sexual, ou seja, gays, lésbicas, bissexuais e pessoas transexuais e transgênicas.

Sabe-se que com o surgimento de novas facções em prol dos movimentos homossexuais, estes estão sempre em busca de leis que os protejam e de referenciais do tipo: “se Lampião, o Rei do Cangaço, sujeito corajoso e violento, era homossexual por que eles não podem ser”?

Conforme relata Waldeck Antunes, cordelista sergipano, em seus versos: “é impossível imaginar Lampião, um indivíduo destemido, matador, audaz, mais valente do que o diabo, todo envolto em cartucheiras cheias de balas, punhais e revolveres na cintura, um rifle pendurado nas costas, de quatro, no meio das caatingas do sertão nordestino. Com certeza, Lampião nunca vestiu cor de rosa”.

Não se pode justificar, de forma alguma, o comportamento leviano daqueles que escrevem denegrindo a imagem de personalidades que fazem parte da história deste País, expondo sua imagem e a sua honra. Tais atitudes irresponsáveis como esta, inquestionavelmente, comprometem a confiabilidade do trabalho em questão, portanto é preciso ter bastante responsabilidade quando se resolve escrever sobre determinados assuntos.

A família do cangaceiro não gostou nada da história e conseguiu uma liminar na 7ª Vara Cível de Aracaju proibindo o lançamento do livro. A multa aplicada é de até R$ 20 mil.


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