Em artigo, deputado Zé Neto comenta sobre cotas nas Universidades e critica duramente Democratas

“É uma pena que o DEM - partido que foi à Justiça contra as cotas - ache que essa medida reparadora seja apenas um detalhe”, aponta o líder do Governo na Assembleia Legislativo da Bahia, deputado Zé Neto (PT). (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
“É uma pena que o DEM – partido que foi à Justiça contra as cotas – ache que essa medida reparadora seja apenas um detalhe”, aponta o líder do Governo na Assembleia Legislativo da Bahia, deputado Zé Neto (PT). (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)

Quero aqui ressaltar a importante decisão do STF que consagra as cotas das Universidades como um direito que dá aos negros, aos mais carentes e aqueles que no curso da história foram excluídos, a condição de ter reparação necessária para que suas oportunidades passem a fazer parte no campo das possibilidades de uma realidade mais próxima.

É uma pena que o DEM – partido que foi à Justiça contra as cotas – ache que no curso da história da civilização brasileira, que estamos a criar, essa medida reparadora das cotas seja apenas um detalhe que pode ser tratado como algo injusto e que afeta tão somente os interesses daqueles que tiveram mais condição de ascensão social numa história brasileira (que não pode ser generalizada) repleta de usurpação, escravidão e dizimação, especialmente a índios e negros que nos porões e nas florestas foram capturados de suas liberdades para terem suas vidas, e de seus ancestrais, submetidas a um doloroso percurso de injustiças e esquecimento.

O artigo “A Casa Grande e o STF” do Deputado Federal Emiliano José, publicado nessa segunda-feira, 07, no Jornal A Tarde, é uma pérola que deve ser lida e guardada pois trata com muita felicidade o tema lembrando um pouco do trajeto doloroso da grande parte do nosso povo que, nesse momento, comemora a decisão do STF e abraça  os gritos e ecos do povo brasileiro que nós do PT elevamos à condição de Lei e que agora é reafirmada.

No mais, é amor ao próximo mesmo, é pele, é sentimento de solidariedade, é desprendimento de valores menores e de consciência crítica histórica que falta para alguns, que de humanidade compreendem seus lares e seus ciclos de amizade e de grupo.

Nesse mundo de meu Deus, que os vaqueiros continuem acordando cedo, nossos negros, índios e excluídos lutem por igualdade. Nossos Paulo Freire e Darcy Ribeiro onde estiverem estarão a comemorar e nos relembrar que “temos tido muitas derrotas, algumas poucas vitórias e nesse caminho é tão bom saber que não estivemos e não estamos do lado daqueles que nos venceram”.

Viva o povo brasileiro! Viva aqueles que sabem que não vamos mudar 500 anos em 10 anos! E viva aos que resistem e acreditam nos gritos sinceros das ruas!


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