Parque Tecnológico da Bahia vai fazer pesquisas em biotecnologia

O Parque Tecnológico da Bahia vai desenvolver, em sua segunda etapa, diversas pesquisas na área de biotecnologia. Uma delas será executada pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e tem o objetivo de criar novas drogas derivadas das toxinas de animais peçonhentos encontrados no semiárido baiano. O convênio para a execução do projeto foi assinado nesta segunda-feira, (18/06/2012), na sede da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), com as presenças do secretário Paulo Câmera, do reitor da UEFS, José Carlos Barreto de Santana e da pesquisadora e coordenadora do projeto, Ilka Biondi. Participaram também a Pró-Reitora de Pesquisa Marluce de Assis, o pesquisador e assessor de assuntos institucionais Washington Rocha, além do chefe de gabinete da SECTI, José Pirajá.

O projeto de pesquisa recebeu incentivo da SECTI, através do Programa Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (Inovatec), que destinou R$ 4,6 milhões para a criação da infraestrutura e aquisição de bens e equipamentos. “O Tecnocentro, que é a primeira etapa do parque, já está concluído. Agora estou aguardando as empresas instalarem os equipamentos para que possamos ter a satisfação de inaugurar junto com o Governador Jaques Wagner”, destacou Paulo Câmera.

A pesquisa de peçonhas do semiárido baiano e seu impacto na inovação biotecnológica visa o desenvolvimento de novas drogas para a produção de medicamentos e vacinas, como explica a pesquisadora e coordenadora do projeto, Ilka Biondi. “O projeto, que já estuda as toxinas das peçonhas, visa melhorar essa avaliação através dos novos equipamentos adquiridos com a assinatura do convênio, e assim teremos a oportunidade de descobrir novos fármacos para beneficiar a saúde pública”.

A UEFS atualmente é a única instituição estadual que desenvolve pesquisa voltada ao potencial biotecnológico dos animais peçonhentos. Na Universidade essa linha de pesquisa está representada pelo Laboratório de Animais Peçonhentos e Herpetologia, que mantém um número significativo de espécimes de animais peçonhentos em cativeiro, realizando extração de peçonhas, com o desenvolvimento de estudos em toxinologia experimental.


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