A construção do conhecimento e desenvolvimento das competências de um estudante, em processo de formação profissional, vão além do conteúdo transmitido pelos professores em sala de aula e da dedicação do aluno para uma boa formação. Segundo a Presidente da Abames – Associação Baiana das Mantenedoras do Ensino Superior, a Professora Nadja Viana, para complementar os conteúdos teóricos adquiridos nas Instituições de Ensino Superior é preciso que o estudante busque o estágio na área cursada. “O Brasil tem um problema: a demora que o recém-formado tem para executar suas tarefas como profissional. Os programas de trainee têm surgido porque os egressos não desenvolvem as competências necessárias durante o processo de formação. O estágio também cumpre esse papel de preparar o profissional”, comenta a professora Nadja.
Existem dois tipos estágios, o curricular obrigatório e o não curricular. “Nos cursos tecnológicos, por exemplo, o estágio não é obrigatório, o que é uma contradição, pois esse tipo de curso é mais focado na prática, em preparar o aluno para o mercado de trabalho”, explica a presidente da Abames. Alguns cursos de bacharelado também não contam com o programa de estágio obrigatório, como no caso dos cursos de Administração e Ciências Contábeis.. “Fica a cargo das IES colocar ou não. Mas é muito importante. Nenhum individuo hoje, no mercado, pode ter conhecimento só teórico. A mobilidade do conhecimento, para aplicar na prática, só quem dá é o estágio, a prática. Se o aluno não viver essa experiência, provavelmente, não estará bem qualificado para o exercício profissional na sua área de formação, terá seguramente mais dificuldade”, afirma a professora Nadja.
É ideal que o estágio seja o mais amplo possível, que passe pelas diversas atividades e áreas das organizações, para que o profissional possa se familiarizar e perceber onde se sente mais confortável. “É nesse momento que ele tem a oportunidade de vivenciar o dia-a-dia da profissão que escolheu. Mesmo que não seja obrigatório em alguns cursos, o aluno deve estagiar, pois o futuro dele como profissional depende da vivência do mundo real”, afirma a presidente da Abames, Nadja Viana.
No caso dos cursos na área de saúde, o estágio é obrigatório e normalmente passa por vários momentos, de observação, até os serviços, para assegurar que o profissional esteja ao final do curso apto a desenvolver as atividades da profissão. “Esse processo de alinhar teoria e pratica é formativo e importante para capacitar da melhor forma o profissional”, explica a professora.
O estágio deve ser um ambiente de desenvolvimento do profissional e ser humano, além de um instrumento de formação e complementação por meio do exercício prático. Porém, o aluno que realiza estágios em outras áreas, que em nada tem a ver com a sua formação, deixa de investir tempo nos estudos e atividades que agreguem valor para o seu aprimoramento profissional. “É o desenvolvimento de habilidades e competências que caracterizam um bom profissional, aquele que é capaz de unir o conhecimento, às habilidades necessárias e a capacidade de tomar as atitudes adequadas no momento certo terá mais chance de sucesso. É nítida a diferença entre um profissional que teve oportunidade de estágio na área, para aquele que nunca passou pela experiência”, afirma Nadja Viana.
Durante o estágio, o estudante tem a oportunidade de atuar na área do seu curso, portanto, deve ser um espaço de formação profissional. O estagiário não deve ser visto como mão de obra barata. O aluno tem que atentar se o estágio está adequado para a sua formação, se possui um plano de trabalho aprovado, com acompanhamento de profissionais qualificados e realização de tarefas previstas. “No momento da busca pelo estágio, o ideal é que o aluno procure a Central de Carreiras da instituição, que tem o objetivo orientar o aluno para a prática do estágio. Hoje, a Central vai além da divulgação da vaga. Algumas faculdades desenvolvem oficinas que orientam sobre o preparo de currículo, como se portar durante uma entrevista, etiqueta empresarial e até simulam dinâmicas de grupo”, comenta a professora Nadja.







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