Universidade Estadual de Feira de Santana amplia pesquisas com animais peçonhentos para produção de remédio

Ampliar a capacidade de tratamento nos casos de acidentes com animais peçonhentos, por meio de estudos com a toxina destes animais. Este é um dos objetivos do convênio assinado na tarde desta segunda-feira (18/06/2012) pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), e a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), no prédio da secretaria, em Salvador.

O acordo prevê a liberação de R$ 4,6 milhões, por intermédio do Programa Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (Inovatec), para montar a estrutura e adquirir bens e equipamentos destinados às pesquisas que serão realizadas no Parque Tecnológico da Bahia.

De acordo com o reitor da Uefs, José Carlos Barreto de Santana, a instituição já realiza estudos com animais peçonhentos. Porém, o acordo ampliará a capacidade do núcleo de pesquisa. “Nossos pesquisadores já demonstraram experiência nesta área. Agora, no Parque Tecnológico, poderemos desenvolver soluções que possam ser estendidas à população. Uma possibilidade concreta para que isto se evolua para uma discussão sobre vacinas relacionadas a acidentes com animais peçonhentos”.

Credenciada

De acordo com a pesquisadora da universidade, Ilca Biondi, o núcleo de animais peçonhentos da universidade existe há 25 anos. “Hoje, no Nordeste, a Uefs é a única instituição credenciada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para receber animais peçonhentos com a finalidade de diminuir o número de acidentes e desenvolver drogas que venham a se tornar remédios”.

Atualmente, o laboratório de animais peçonhentos da Uefs recebe animais que são apreendidos pelo Ibama e ainda os levados por qualquer pessoa que tenha encontrado animais com características peçonhentas.

Parque Tecnológico

Localizado na Avenida Paralela, em Salvador, o Parque Tecnológico da Bahia foi idealizado para aliar o desenvolvimento científico e tecnológico ao setor produtivo e promover pesquisas de ponta desenvolvidas por universidades, incubadoras e empresas de base tecnológica. Atualmente, nove empresas baianas já atuam no prédio central do parque, o Tecnocentro. A intenção é que o espaço abrigue também centros de pesquisa, universidades e empresas âncoras de Tecnologia da Informação, selecionadas por meio de chamada pública.

De acordo com o secretário Paulo Câmera, o prédio está concluído, aguardando apenas que as empresas concluam suas instalações. Segundo ele, o parque é dividido em três grandes etapas, com a primeira, o Tecnocentro, já concluída. A segunda é o projeto executivo, em fase de finalização dos equipamentos dinamizadores. A terceira são os lotes que serão cedidos às empresas e instituições interessadas, a exemplo da Petrobras, que vai fazer um laboratório de pesquisa em campos maduros (de petróleo).


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