Taxa de cheques sem fundos é a maior para o primeiro bimestre nos últimos três anos e Dívida pública federal poderá chegar a R$ 2,05 trilhões

A quantidade de cheques devolvidos por falta de fundos em todo o país, no primeiro bimestre de 2012, é a maior já registrada nesse período, nos últimos três anos, segundo o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. De um total 152,2 milhões de documentos compensados, 1,97% foi devolvido. Este percentual superou os constatados no acumulado de janeiro e fevereiro do ano passado (1,76%) e em igual período de 2010 (1,85%), mas ficou abaixo do de 2009 (2,31%).

No mês passado, a cada 100 pagamentos com cheque, dois não foram quitados porque os devedores não deixaram dinheiro suficiente na conta bancária para honrar o compromissos. Essa proporção (2%) ficou ligeiramente acima da verificada em janeiro (1,93%).

Os economistas da Serasa Experian avaliam que essas devoluções cresceram por duas razões: juros elevados com taxas que embutem o risco de inadimplência e a concentração de despesas características dessa época, como os gastos com a educação e com impostos (Imposto Predial e Territorial Urbano, o IPTU, e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

O estado de Roraima foi o que apresentou o maior percentual (15,04%) de cheque sem fundos e o menor foi observado em São Paulo (1,45%).

Dívida pública federal poderá chegar a R$ 2,05 trilhões em 2012

A dívida pública federal (DPF) poderá crescer até R$ 183,65 bilhões e chegar a R$ 2,05 trilhões este ano. Em 2011, a dívida somou R$ 1,866 trilhão. Os valores estão no Plano Anual de Financiamento (PAF) 2012, divulgado hoje (08/03/2012) pelo Tesouro Nacional. De acordo com o PAF, a dívida em 2012 poderá variar entre R$ 1,95 trilhão e R$ 2,05 trilhão.

Na composição da dívida, os títulos prefixados, que definem a correção no momento da negociação de papéis, poderão atingir no máximo 41% e no mínimo 37%. Em 2011, o percentual máximo ficou em 37,2%. Os títulos corrigidos pela inflação poderão variar entre 30% e 34%, ante os 28,3% de 2011. No caso da taxa flutuante, a estimativa varia de 22% a 26%, enquanto em 2011 o percentual ficou em 30,1%. Os papéis corrigidos pelo câmbio devem variar de 3% a 5%, ante os 4,4% do ano passado.

Segundo diretrizes da DPF, o Tesouro deverá substituir gradualmente os títulos remunerados pela taxa de juros flutuantes por títulos prefixados ou vinculados à inflação. O Tesouro prevê ainda um aumento médio do estoque da dívida e especial atenção para a dívida que vence no curto prazo. Entre outras metas, o governo pretende ainda aumentar a base de investidores e melhorar a dívida pública externa (DPFe).

O prazo médio dos papéis deve variar entre 3,6 a 3,8 anos, ante 3,6 em 2011. Já o percentual dos papéis que deverão vencer em 12 meses poderão variar de 22% a 26%, ante os 21,9% de 2011. Em instantes, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, dará detalhes sobre o Plano Anual de Financiamento 2012.

*Com informação da Agência Brasil.


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