Fábrica de pimenta da Bahia busca mercado estrangeiro

Produtor negocia contratos com compradores russos durante Encontro Internacional de Negócios do Nordeste 

Ela é a estrela da culinária baiana e se destaca pelo sabor marcante que adiciona aos pratos. A pimenta pode ser grande, pequena, ardida, de cheiro e até doce, quando feita em conserva. No município de Santa Rita de Cássia (BA), o empresário Pedro Tassi já tempera o mercado nacional com a linha de molhos e conservas de pimenta. O produto pode ser encontrado nas prateleiras de São Paulo, Piauí, Ceará, além do estado da Bahia. Nesta quarta-feira (24/10/2012), ele foi ao XVI Encontro Internacional de Negócios do Nordeste (EINNE) especialmente à procura de novos clientes e mercados entre os 26 países participantes. O evento é uma iniciativa do Sebrae e termina nesta quinta-feira, 25, em Salvador.

Pedro conta que o negócio começou de forma artesanal em Marília, no interior paulista, em 1975. “Nós plantávamos pimenta e produzíamos um molho com sabor diferente graças à técnica aprendida com um vizinho francês. Foi um sucesso”, lembra. Mas, o destino levou a família Tassi para a Bahia quando Pedro tinha 14 anos. Em 1986, o pai do rapaz comprou uma fazenda no Estado e continuaram a investir na especiaria. “A empresa era administrada pelos meus pais. Eu terminei a faculdade e fui ser executivo em Curitiba”, lembra.

Com a morte da mãe, em 2007, Pedro largou o emprego e foi tocar a empresa na Bahia. No ano seguinte, inaugurou uma pequena fábrica, a Sabor e Cor. No primeiro ano de funcionamento, o faturamento foi de R$ 28 mil. Hoje, a receita anual chega a R$ 360 mil. Segundo o empresário, a meta para 2013 é que a marca atinja ganhos anuais de R$ 1 milhão. A produção atual gira em torno de 120 mil frascos por ano e o cultivo utiliza a irrigação durante todo o ano. “Colho pimenta de alta qualidade todas as semanas. O projeto de irrigação é da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codesvasp) e contribuiu para a excelência dos produtos”, assinala.

Com nove funcionários fixos e 20 colaboradores que ajudam na colheita, a empresa abriu outros mercados e apostou na mandioca. A Sabor e Cor tem comercializado mandioca descascada, massa de mandioca para bolo e corantes. Em janeiro do próximo ano, a novidade será o lançamento da mandioca palito pré-cozida.

Pedro garante que está entusiasmado com o primeiro dia da rodada de negócios com compradores, no XVI EINNE. Ele já saiu com a promessa de fechar negócios com representantes russos. “O projeto do Sebrae é fantástico, porque insere as micro e pequenas empresas no mercado global, coisa que não teríamos como fazer de forma isolada”, opina. O empresário completa: “A instituição tem a expertise de promover capacitações, além de adequar nosso trabalho para exportação. Só tenho que aplaudir”, comemora.


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