Peemedebista diz que compra de voto só acaba com reforma política. Confira os debates da Câmara de Vereadores de Feira de Santana

Carlos Alberto Costa da Rocha: "Com a reforma, acabaríamos com essa forma suja e escancarada de fazer política de alguns candidatos, em que visam somente atender seus interesses e não da sociedade". (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Carlos Alberto Costa da Rocha: "Com a reforma, acabaríamos com essa forma suja e escancarada de fazer política de alguns candidatos, em que visam somente atender seus interesses e não da sociedade". (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Carlos Alberto Costa da Rocha: "Com a reforma, acabaríamos com essa forma suja e escancarada de fazer política de alguns candidatos, em que visam somente atender seus interesses e não da sociedade". (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Carlos Alberto Costa da Rocha: “Com a reforma, acabaríamos com essa forma suja e escancarada de fazer política de alguns candidatos, em que visam somente atender seus interesses e não da sociedade”. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)

Peemedebista diz que compra de voto só acaba com reforma política 

A compra de votos durante o período eleitoral voltou a ser criticada pelo vereador Frei Cal, em pronunciamento na sessão desta quarta-feira (10/10/2012) Câmara Municipal.

Em sua opinião, a comercialização de votos só acabaria com a criação da reforma política no Brasil. “Com a reforma, acabaríamos com essa forma suja e escancarada de fazer política de alguns candidatos, em que visam somente atender seus interesses e não da sociedade”, acredita.

Para o vereador, a sociedade civil organizada deverá estar engajada nesse processo reformatório político. Caso contrário, os “poderosos” continuarão “visando somente os seus interesses”. Apenas depois da reforma, entende o peemedebista, o país passaria a fazer política com seriedade.

Frei Cal relatou que durante a sua campanha para reeleição (ele não obteve êxito), algumas pessoas o procuraram para vender o seu voto. “Diferente de muitos candidatos que existem por aí, me recusei a comprar o voto dessas pessoas que dizem ser eleitores”, afirma.

Eleições 2012: Frei Cal se diz muito tranqüilo porque não deve “um centavo” a ninguém 

 O vereador Frei Cal, em seu discurso, nesta quarta-feira (10), na tribuna da Câmara, disse que não conseguiu a sua reeleição, mas está com a consciência tranqüila, porque já passou por muitas experiências que lhe trouxeram maturidade.

Segundo ele, após as eleições, muitos candidatos a cargos eletivos ficam preocupados com dívidas, até mesmo os que logram êxito nas urnas.

 “A maior tranquilidade é, exatamente, entrar em uma disputa eleitoral, como eu entrei, e sair sem dever um centavo a ninguém”, comentou.

O vereador Marialvo Barreto, que também não foi reeleito,  afirmou que está tranquilo com as finanças. “Só devo aos amigos que votaram em mim o favor pelo voto”.

Marialvo cobra participação mais expressiva da mulher na Câmara

O vereador Marialvo Barreto, ontem (9), pediu que constasse em ata que, pela primeira vez, a  Câmara Municipal de Feira de Santana contará com quatro vereadoras: Eremita Mota, Cíntia Machado, Gerusa Sampaio e Neinha.

 No entanto, nesta  quarta-feira (10), em discurso na sessão legislativa,  ele declarou: “não basta ser mulher; precisa ser mulher e dizer também para que veio”, observa.

Sem citar nomes, ele disse que há vereadoras que se  reelegeram que não têm ainda  participação  expressiva na Câmara.

“A solução do Nordeste é eleição a cada seis meses”, ironiza Marialvo 

 O vereador Marialvo Barreto, nesta quarta-feira (10),  na tribuna da Câmara, afirmou que as eleições deste ano tiveram um grande impacto na economia, com oferta de emprego e renda, sobretudo para cabos eleitorais.

 “Vi a quantidade de empregos que esta eleição gerou; foi todo mundo trabalhando de cabo eleitoral, nos últimos 15 dias. A gente não achava uma pessoa para fazer panfletagem de graça”, relatou.

Marialvo informou que vai publicar um cordel com o seguinte tema “Eleição no Nordeste tem que ser de seis e seis meses”. Em sua opinião, se tivesse eleição para cargo eletivo semestralmente esta região do Brasil melhorava de vida.

O petista argumentou que o dinheiro circularia com eleição a cada seis meses. “E é uma maneira, inclusive para tirar o dinheiro dos ricos, porque o cara mete a mão na cumbuca para comprar cesta básica”.

Marialvo acrescentou: “dizem que um candidato aí tinha a sua disposição 50 médicos trabalhando de graça”, ironizou.

Segundo o vereador,  com eleição semestralmente “o prefeito não teria tempo de adquirir a manha para roubar a máquina pública. Eu estou ironizando, mas é uma ironia que tem significado”, pontuou.

“Após a eleição, a cidade ficou em clima de abandono”, reclama Marialvo 

“Eu penso que, ao terminar uma eleição, o prefeito que não consegue ser reeleito não precisa também ‘jogar a toalha’: a cidade de Feira de Santana está em clima de abandono”. A reclamação é do vereador Marialvo Barreto.

 Em seu pronunciamento na tribuna da Câmara, nesta quarta-feira (10), o petista afirmou, por exemplo, que “o pessoal que trabalha com o lixo não está mais fazendo a coleta organizadamente. O município está com um clima de final de festa, com muita sujeira no chão”.

 Vereador denuncia demissão excessiva de prestadores de serviço em cooperativa

Demissão de profissionais que prestam serviço à Prefeitura Municipal de Feira de Santana, através da cooperativa Coopersade, foi alvo de discurso do vereador Roberto Tourinho, na manhã desta quarta-feira (10) da Câmara Municipal.

 “Fui procurado, ontem, por algumas pessoas para denunciar que, há cerca de 15 dias, inúmeras pessoas foram contratadas pela Coopersade e que entre segunda e terça-feira, desta semana, cerca de 500 delas já haviam sido desligadas dessa cooperativa, depois da derrota do prefeito”, declarou.

 Para ele, os profissionais demitidos foram “enganados na boa fé; eram pessoas que acreditavam que estavam prestando serviço ao Município”, disse Tourinho.

O líder oposicionista observa que “as eleições passaram e começam a surgir as denúncias de uso da máquina pública em proveito de candidaturas”.

 O vereador lamentou o fato, salientando que não tinha “dúvidas de que o prefeito usava, de forma desavergonhada, a máquina pública para tentar transformar em voto, trazendo um prejuízo grande para Feira de Santana”.

 Em sua opinião, até o final deste ano “muitas coisas, seguramente, virão à tona de pessoas que vão se sentir prejudicadas e que vão denunciar”.

Veículos locados

Tourinho relatou também que, ontem, ficou sabendo que a Prefeitura de Feira de Santana cancelou o contrato de muitas pessoas que tem veículos alugados ao Município.

Ele disse que o Governo tem o dever de vir a público para informar quantos veículos estavam alugados, qual era o preço desses veículos e onde os mesmos estavam trabalhando.

“Esses veículos estavam, realmente, trabalhando ou tinham pessoas oferecendo notas fiscais, para mais uma vez se apropriarem do dinheiro público?”, questionou.

Tourinho garantiu que a missão dele de denunciar na Câmara, Justiça e  na imprensa   os “desmandos” da atual administração municipal não encerraram com o resultado da eleição de prefeito.

 “Nós temos que ficar vigilantes, porque as ‘aves de rapina’ não dormem; as ‘aves de rapina’ aí estão, até o último momento, dilapidando o patrimônio público”, assinalou.

Ribeiro diz que não faria oposição radical, mas fiscalizaria o próximo governo, se continuasse na Câmara 

O  presidente da Câmara Municipal, o vereador Ribeiro, fez na sessão desta quarta-feira (10), seu primeiro pronunciamento sobre as eleições 2012, depois do pleito.

Candidato a vice-prefeito na chapa do prefeito Tarcízio Pimenta, Ribeiro manifestou seu desejo de sucesso ao prefeito José Ronaldo e lhe fez um pedido.

“Peço ao prefeito José Ronaldo que não promova nenhum ato para se aumentar o IPTU, em Feira de Santana. O feirense já paga muitos impostos”, disse Ribeiro

Ele acredita que José Ronaldo e a equipe dele vão trazer progresso para a cidade e pediu que o novo governo busque receitas, mas evite aumentar o IPTU.

Ribeiro ressaltou que o povo gosta de pagar IPTU e contribuir com a cidade. Mas é preciso, na opinião dele, ter cautela para “não aumentar o imposto”, lembrando que o contribuinte, no passado, já enfrentou reajuste de “até mil por cento”.

Observando que permanecerá vereador até 31 de dezembro, ele disse que se continuasse na Câmara, a partir de 1º de janeiro de 2013 “iria ficar nesta Casa não como oposição radical, mas iria fiscalizar o governo”.

Segundo o experiente vereador, de cinco mandatos, o projeto que fosse apresentado pelo Executivo para o bem de Feira de Santana “não precisava nem telefonar para mim para pedir, pois votaria a favor”.

 


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