Salvador — terça-feira (20/11/2012) — O prefeito eleito de Salvador, ACM Neto (DEM), reuniu-se com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em encontro de aproximadamente uma hora e quarenta minutos, para tratar de temas prioritários da capital e discutir formas de cooperação institucional entre prefeitura e governo estadual. Durante a reunião, o democrata solicitou ainda que Wagner atuasse como interlocutor junto ao Palácio do Planalto em eventual audiência com a então presidente Dilma Rousseff (PT).
Temas prioritários para a administração da capital
Segundo informações divulgadas após o encontro, a reunião tratou de assuntos estratégicos para a gestão municipal, com destaque para:
- Organização do Carnaval de Salvador
- Requalificação da orla marítima
- Situação e expansão do metrô da capital
De acordo com ACM Neto, ficou definida uma agenda conjunta de trabalho entre os dois governos, com a participação direta das secretarias estaduais e municipais. A proposta, segundo o prefeito eleito, é antecipar problemas e promover ações coordenadas para melhorar a administração da cidade.
O encontro ocorreu poucos dias após a eleição municipal de 2012 e marcou o primeiro diálogo formal entre o futuro prefeito e o governador, que pertenciam a campos políticos opostos no cenário estadual e nacional.
Clima de entendimento entre adversários políticos
Após a reunião, ACM Neto afirmou que o encontro ocorreu em clima de entendimento e harmonia, sinalizando a possibilidade de uma relação institucional estável entre os dois governos ao longo do mandato municipal.
O prefeito eleito destacou a importância de manter canal permanente de diálogo com o Executivo estadual, principalmente em temas que dependem de ações integradas, como mobilidade urbana e grandes eventos.
Pedido de interlocução com o governo federal
Durante a audiência, ACM Neto agradeceu a colaboração do governador e solicitou que Jaques Wagner atuasse como interlocutor em uma futura reunião com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília. A iniciativa indicava a busca do prefeito eleito por articulação direta com o governo federal, apesar das diferenças partidárias.
O gesto foi interpretado, à época, como sinal de pragmatismo político, diante da necessidade de apoio institucional e financeiro para projetos estruturantes na capital baiana.










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