Secretário de planejamento realiza encontro para conhecer investimentos de R$ 200 milhões na indústria do coco da Bahia

Antônio José Ribeiro Rivas, Piet Henk Dör, José Sérgio Gabrielli e Roberto Lessa, empresário apresentam investimento.
Antônio José Ribeiro Rivas, Piet Henk Dör, José Sérgio Gabrielli e Roberto Lessa, empresário apresentam investimento.
Antônio José Ribeiro Rivas, Piet Henk Dör, José Sérgio Gabrielli e Roberto Lessa, empresário apresentam investimento.
Antônio José Ribeiro Rivas, Piet Henk Dör, José Sérgio Gabrielli e Roberto Lessa, empresário apresentam investimento.

O Secretário de Planejamento do Estado da Bahia, José Sérgio Gabrielli, realizou uma reunião com o presidente da Aurantiaca, Piet Henk Dörr e com o vice-presidente da empresa, Roberto Lessa, para conhecer as ações que estão sendo implementadas para a construção da indústria do grupo, do município do Conde. O encontro aconteceu na Secretaria, no dia 21 de dezembro. O projeto da Aurantiaca conta com investimentos da ordem de R$ 200 milhões e, no médio prazo, empregará cerca de 380 pessoas na fábrica e 450, na área agrícola.

Em janeiro de 2013, será iniciada a produção de manta e biorrolo. Em um estágio mais avançado do projeto, haverá a produção de outros produtos de coco, entre eles, água, água saborizada, óleo, leite e farinha. Além de produzir cerca de 600 mil frutos em suas fazendas próprias, a Aurantiaca vai comprar coco de produtores locais. “Me parece um projeto muito interessante, que demonstra capacidade de gestão e consistência. Entendo que vai dar estabilidade à agricultura familiar. Vamos acompanhar”, comentou o Secretário José Sergio Gabrielli.

Segundo o vice-presidente da Aurantiaca, Roberto Lessa, “não existe no mundo uma indústria similar em termos de total aproveitamento do coco”. Haverá aproveitamento da água do coco; da polpa, para produção do leite de coco e coco ralado; da casca, como fonte de nutrientes para o solo das fazendas e da concha do coco, como combustível nas caldeiras de produção da indústria.

Um dos pontos levantados pelo presidente da Aurantiaca, Piet Henk Dörr, durante a reunião, foi a articulação e incentivo do Governo para uso de mantas de fibra de coco nas estradas, para o uso de fibra de coco pelas indústrias automobilísticas instaladas na Bahia e para a utilização de derivados de coco em fábricas de cosméticos sediadas no estado. “Entendemos que ações do Estado neste sentido, articulando e incentivando o uso de produtos baianos na nossa própria economia, alavancam e viabilizam iniciativas de investimentos como os da Aurantiaca”, afirma o presidente da empresa.

Durante a reunião, os executivos do grupo também chamaram a atenção para a importância de barreiras sanitárias e comerciais visando evitar a entrada da doença amarelecimento letal, no Brasil. Alertaram ainda para a necessidade de isonomia de tratamento nos critérios de importação de derivados de coco visando a proteção do consumidor e razoabilidade no tratamento nos aspectos de segurança alimentar. Roberto Lessa analisa que “são medidas totalmente diferentes às quais é regido o coco brasileiro para o mesmo consumidor. É inconcebível que o produto que vem de fora não sofra as mesma exigências”.

Liderança da Bahia

A Bahia é líder nacional em produção de coco e o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial. No ano de 2010, o estado produziu mais de 500 milhões de frutos, gerando um volume superior a R$ 220 milhões e mais de 240 mil postos de trabalho. A produção de coco é um assunto que vem merecendo atenção por parte do Secretário de Planejamento, que tem formação em Economia. De acordo com ele, a Bahia é favorecida com condições ideais para o desenvolvimento dos coqueiros. “Temos terrenos arenosos na maior parte da faixa costeira e sol forte”, destaca.

Gabrielli sinaliza que essas condições físicas encontradas no estado representam uma potencialidade para que a comercialização do coco ocorra durante todo o ano. Dessa forma, possibilita que o produtor mantenha um fluxo contínuo de faturamento no decorrer da vida produtiva do coqueiro. Dados do segmento revelam que a produção de coco no Brasil está em franco crescimento, com quase três milhões de toneladas por ano.

O município do Conde, onde estão sediadas as fazendas da Aurantiaca e onde está sendo construída, com recursos próprios, a fábrica, tem uma área de mais de 15 mil hectares plantados com coco. Esse território é maior do que a área plantada em estados como Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Com a chegada da indústria, as perspectivas são de melhorias para os produtores de coco. Segundo dados do IBGE, cerca de 90% dos que atuam nesse segmento, no Brasil, têm um perfil de agricultores familiares, com propriedades de até 50 hectares.

De acordo com José Sérgio Gabrielli, a expectativa é de que o consumo de água de coco no mercado brasileiro salte de 1,4%, para 5%, atingindo a marca de 500 milhões de litros. “Com o aumento contínuo do consumo da água de coco, esse é um mercado bastante promissor, competindo, inclusive, com as bebidas do tipo isotônicas”, comenta.


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