Secretários do Governo da Bahia discutem com a comunidade redução de água em Ponto Novo

Os secretários Eduardo Salles e Eugênio Spengler durante reunião com produtores do distrito de irrigação de Ponto Novo Raul explicam sobre redução do abastecimento de água.
Os secretários Eduardo Salles e Eugênio Spengler durante reunião com produtores do distrito de irrigação de Ponto Novo Raul explicam sobre redução do abastecimento de água.

Os secretários estaduais da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, acompanhados pelo superintendente de Irrigação (Sir) da Seagri, Marcelo Nunes, e pela diretora de Águas do Inema/Sema, Maria Amélia de Coni e Moura Mattos, reuniram-se na última sexta-feira do ano (28/12/2012) com produtores do Distrito de Irrigação de Ponto Novo, para discutir a redução do uso de água das barragens de Ponto Novo e Pindobaçu que, por falta de chuva na cabeceira do rio Itapicuru-Açu, estão em nível crítico. Centenas de produtores, vereadores, empresários e prefeitos participaram da reunião

Para garantir o consumo humano e a manutenção de cerca de cinco mil empregos diretos e indiretos gerados pelos produtores do distrito, os secretários informaram que a partir de janeiro o fornecimento de água para irrigação será reduzido de 12 horas/dia para 4 horas dias. “A legislação ordena que a prioridade seja o consumo humano e, se não chover até o final de janeiro, em fevereiro a água será destinada apenas ao consumo humano”, explicou Maria Amélia, depois de apresentar os estudos e monitoramento das barragens realizados ao longo do ano de 2012. “Sabemos que com essa redução haverá perda de produtividade, mas 4 horas/dia de irrigação atende a necessidade hídrica da planta, mantendo os empregos gerados com a produção, principalmente de banana, maior atividade do distrito”, disse Marcelo Nunes, superintendente da Sir.

“Essa é uma notícia que não gostaríamos de trazer, mas a barragem de Ponto Novo chegou ao limite, e não há outra alternativa”, disse o secretário Eduardo Salles. Ele lembrou as ações que estão sendo realizadas para reativar o pivô central, para produção de feno, e as negociações com a Casa Matias, mais importante queijaria de Portugal, para a implantação de um laticínioem Ponto Novo para produção de queijos amanteigados, com leite de cabra e ovelha.

“Acompanhamos durante todo o ano o trabalho e os esforços do governo, através das secretarias da Agricultura e do Meio Ambiente para garantir o abastecimento de água e a produção”, afirmou Fábio Régis, proprietário do Sítio Barreiras, que produz banana e é responsável pela geração de mais de mil empregos, acrescentando que “a decisão do governo está sendo tomada como muita consciência e equilíbrio”.

O prefeito eleito de Ponto Novo, Adelson Carneiro, solidarizou-se com os secretários, e afirmou que a prefeitura do município estará de portas abertas para os produtores, trabalhando em sintonia com o governo do Estado.

Desafio

“O grande desafio que temos é prevenir o futuro”, disse o secretário Eugênio Spengler, anunciando que o governo do Estado vai investir R$ 4 milhões para implantar na barragem de Ponto Novo uma tecnologia francesa, denominada fusegate (vertedouros fusíveis), que eleva a altura do sangradouro da barragem, possibilitando o aumento da capacidade de armazenamento de água. De acordo com o secretário do Meio Ambiente, o equipamento não é barato, mas vai dar sustentabilidade a Ponto Novo.

Na primeira semana de dezembro, o secretário Eduardo Salles esteve em Brasília, levando projetos elaboradas pela Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos (Cerb), protocolados nas secretarias nacionais de Irrigação e de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração (MI), solicitando recursos para implantação do fusegate em Ponto Novo. Osecretário Eugênio confirmou a liberação dos recursos, e informou que já tem verbas alocadas para implantar o fusegate em Ponto Novo. Técnicos da Cerb já estiveram no município, realizando os levantamentos necessários.

De acordo com Eduardo Salles, o encontro com a comunidade de Ponto Novo “foi uma conversa sincera sobre o momento crítico que passa o distrito de irrigação, que só tem 60% da área irrigável implantada”. Ele disse que o governador Jaques Wagner considera a região de Ponto Novo uma das mais importantes para a agropecuária baiana, e recomendou às secretarias do Meio Ambiente e da Agricultura a adoção de medidas para dar sustentabilidade ao distrito de irrigação. De acordo com Eugênio Spengler, com a implantação do fusegate será possível implantar os 40% restantes da área irrigável.

No caso de Ponto Novo, o acréscimo de água será de 9,5 milhões de metros cúbicos, ou seja, 24% da capacidade atual. “Com isso, teremos melhor aproveitamento, aumentando a sustentabilidade hídrica da barragem”, explicou o superintendente da Sir, Marcelo Nunes. Esse dispositivo já está sendo utilizado em várias partes do mundo, mas a Bahia será pioneira no Brasil.


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