Deputada Graça Pimenta discursa sobre a estiagem que atinge a Bahia

Graça Pimenta: “Estudioso no assunto, o economista Celso Furtado afirma que a seca não é a responsável pela miséria das pessoas. Ele responsabiliza a política regional como item gerador do flagelo nordestino. Existem exemplos, em todos os continentes, de governos que mudaram a tendência à desertificação e melhoram a produtividade das terras. A elaboração de políticas públicas para lidar com esse problema é essencial para melhorar a vida de milhares de cidadãos”
Graça Pimenta: “Estudioso no assunto, o economista Celso Furtado afirma que a seca não é a responsável pela miséria das pessoas. Ele responsabiliza a política regional como item gerador do flagelo nordestino. Existem exemplos, em todos os continentes, de governos que mudaram a tendência à desertificação e melhoram a produtividade das terras. A elaboração de políticas públicas para lidar com esse problema é essencial para melhorar a vida de milhares de cidadãos”
Graça Pimenta: “Estudioso no assunto, o economista Celso Furtado afirma que a seca não é a responsável pela miséria das pessoas. Ele responsabiliza a política regional como item gerador do flagelo nordestino. Existem exemplos, em todos os continentes, de governos que mudaram a tendência à desertificação e melhoram a produtividade das terras. A elaboração de políticas públicas para lidar com esse problema é essencial para melhorar a vida de milhares de cidadãos”
Graça Pimenta: “Estudioso no assunto, o economista Celso Furtado afirma que a seca não é a responsável pela miséria das pessoas. Ele responsabiliza a política regional como item gerador do flagelo nordestino. Existem exemplos, em todos os continentes, de governos que mudaram a tendência à desertificação e melhoram a produtividade das terras. A elaboração de políticas públicas para lidar com esse problema é essencial para melhorar a vida de milhares de cidadãos”

Calor intenso, solo rachado, vegetação seca e esqueletos de animais espalhados pelo chão. Esses são alguns dos componentes do cenário que é um velho conhecido dos baianos, que atormenta cada vez mais ano após ano. A estiagem que atinge o semiárido da Bahia desde 2012 já é considerada a mais rigorosa dos últimos 50 anos. Falta água para atividades básicas, como cozinhar.

Preocupada com a situação, a deputada estadual Graça Pimenta (PR) se pronunciou sobre o assunto na tribuna da Assembleia Legislativa (AL) nesta terça-feira (12/03/2013). “Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), o prejuízo à economia local ainda pode chegar a R$ 7,8 bilhões. Cerca de 200 municípios estão em estado de emergência e mais de 2 milhões de pessoas estão sofrendo. O rebanho e a lavoura que ainda resistem estão sendo dizimados. Com isso, o homem do campo não tem de onde tirar os seu sustento, não tem como manter uma vida digna. Quem chega ao território sertanejo tem a impressão de que está se concretizando o prognóstico científico de que em 50 anos o sertão baiano vai ser um deserto”, relatou a parlamentar.

A desertificação é algo tão preocupante que a Organização das Nações Unidas (ONU) formalizou a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. O processo desertificador é fruto da ação de múltiplos fatores, a exemplo da variação climática e das atividades humanas, como o desmatamento desordenado.

Dos 417 municípios da Bahia, 258 estão localizados no semiárido, região com maiores chances de se tornar deserto. O número corresponde a 62% do território baiano. Um dos efeitos desse processo desertificador é o aumento da pobreza e a migração das pessoas para outras localidades, o que favorece o surgimento dos chamados bolsões de miséria.

A parlamentar acrescentou ainda que, na África, o plantio de árvores para conter o avanço do deserto Saara é uma prática já utilizada. “Em nosso estado temos que elaborar políticas públicas que amenizem a dor que o sertanejo sente ao ver as terras secas e os animais morrendo. Escavação de poços, envio de carros pipa e distribuição de alimentos são apenas algumas formas utilizadas para reduzirmos os efeitos da seca no território baiano. Medidas emergenciais precisam ser tomadas para que o nordestino possa ter uma vida mais digna, sem tantos sofrimentos”, finalizou.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.