
Calor intenso, solo rachado, vegetação seca e esqueletos de animais espalhados pelo chão. Esses são alguns dos componentes do cenário que é um velho conhecido dos baianos, que atormenta cada vez mais ano após ano. A estiagem que atinge o semiárido da Bahia desde 2012 já é considerada a mais rigorosa dos últimos 50 anos. Falta água para atividades básicas, como cozinhar.
Preocupada com a situação, a deputada estadual Graça Pimenta (PR) se pronunciou sobre o assunto na tribuna da Assembleia Legislativa (AL) nesta terça-feira (12/03/2013). “Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), o prejuízo à economia local ainda pode chegar a R$ 7,8 bilhões. Cerca de 200 municípios estão em estado de emergência e mais de 2 milhões de pessoas estão sofrendo. O rebanho e a lavoura que ainda resistem estão sendo dizimados. Com isso, o homem do campo não tem de onde tirar os seu sustento, não tem como manter uma vida digna. Quem chega ao território sertanejo tem a impressão de que está se concretizando o prognóstico científico de que em 50 anos o sertão baiano vai ser um deserto”, relatou a parlamentar.
A desertificação é algo tão preocupante que a Organização das Nações Unidas (ONU) formalizou a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. O processo desertificador é fruto da ação de múltiplos fatores, a exemplo da variação climática e das atividades humanas, como o desmatamento desordenado.
Dos 417 municípios da Bahia, 258 estão localizados no semiárido, região com maiores chances de se tornar deserto. O número corresponde a 62% do território baiano. Um dos efeitos desse processo desertificador é o aumento da pobreza e a migração das pessoas para outras localidades, o que favorece o surgimento dos chamados bolsões de miséria.
A parlamentar acrescentou ainda que, na África, o plantio de árvores para conter o avanço do deserto Saara é uma prática já utilizada. “Em nosso estado temos que elaborar políticas públicas que amenizem a dor que o sertanejo sente ao ver as terras secas e os animais morrendo. Escavação de poços, envio de carros pipa e distribuição de alimentos são apenas algumas formas utilizadas para reduzirmos os efeitos da seca no território baiano. Medidas emergenciais precisam ser tomadas para que o nordestino possa ter uma vida mais digna, sem tantos sofrimentos”, finalizou.
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