Agora é definitivo: o zoonímico poeta amigo camarada companheiro Fernando, o Coelho, vem à Bahia. Claro que com a sua musa inspiradora, a alegre Nadir.
No seu périplo baiano, o poeta Fernando estará na Varanda do Luciano, domingo, 17 de março, a partir das 13h. Ele avisa que não será bem um lançamento do seu excelente “Balada de Itapuã”… porém, traz na bagagem alguns exemplares para os amigos interessados se deleitarem com tão prazerosa leitura.
Sim, o anfitrião será ele mesmo, Luciano Serva Ferreira, almirante das areias do Mar da Bahia, agora em doce exílio varandal, coração abrasado pela Sentella que ilumina a sua vida.
Não sei como o poeta Fernando Coelho multiplica as suas horas para escrever tanto – e tão bem – no Facebook e outras mídias e redes sociais. Será que nos revelará os segredos?
Ensina-me o caminho das pedras, poeta. Ou pelo menos da Pedra-Q-Ronca, a nossa versejada Itapuã.
Deixo agora uma pequena amostra da inspirada verve do poeta Fernando Coelho, prestando antecipadas contas do que vem fazer na Bahia.
A Bahia te espera, poeta amigo companheiro camarada.
Com vocês, Fernando Coelho:
“Hora de contar uma história, de dentro, de onde sou a ternura esquecida, sobre minha cidade. Minha história, minha cidade, a poesia que me deforma as vísceras, o poema que encanta e geme, fique claro, pertencem, estes tesouros de chão varrido de espera, ao meu amor.
“Quantas vezes Clarindo Silva, tocando em meu ombro, não disse: “meu irmão poeta, nós somos estas pedras cabeça de negro do Pelourinho. Elas precisam dos seus pés de poeta”.
“No portal secular da Cantina da Lua me apresentou o Conjunto Habitacional Fernando Coelho. Placas nas paredes homenageando cada um dos seus amigos ilustres. Ruas e alamedas como sinônimo de acolhimento e gratidão. Logo eu, o mais simples, o menor, o mais loucamente solitário, talvez o seu mais infiel escudeiro, recebi um conjunto habitacional. Talvez por isso mesmo. O mais louco e confiável. Porque eu sempre chorei em praça pública falando de amor.
“O Pelourinho é uma oração. Todo ele se esconde na Cantina da Lua. E com ele, meu compadre, deslizei os becos. Enfeitei de mim aquelas vielas escapadas da colônia fria. Ouvi gritos roucos de negros velhos na frente da Casa de Jorge Amado. E saudei, vários e vários momentos, o Exu ali plantado, da lavra de ferro e solda de Mário Cravo Jr.
“Tudo ali é a paixão desarvorada em mestiços feitiços de encontros enfeitiçados. Enfim…chamo o meu amor pra sábado estar comigo no lançamento do livro CLARINDO SILVA, O DOM QUIXOTE DO PELOURINHO, na própria Cantina da Lua, desde 18h.
“O Ilê Aiyê vai estar. O Olodum vai também. Meu querido amigo Riachão, o moinho de vento barulhento das ruas da Bahia na primeira fila das ruas do Terreiro de Jesus. Claudete Macedo, Márcia Short, Mariella Santiago, Juliana Ribeiro, Edil Pacheco, J.Veloso, Waltinho Queiroz e uma infinidade de estrelas no lançamento. O autor, meu irmão e amigo, jornalista Vander Prata.
“Ali, do lado, a Catedral da Sé, onde vejo os ecos da última pregação do Padre Antônio Vieira. Antes, vou ver Isadora e Fernanda. Antes, beijo a mão de Stella de Oxóssi e bato a cabeça pra Xangô. Domingo, acendo as velas na Igreja do Bomfim e, de tarde, plantão de poesia na Varanda Do Luciano, que me espera, sob a rígida determinação de Juarez Duarte Bomfim, com os meus amigos, meus pés de manjericão que ele cuida como donatário do perfume fidalgo, os pintassilgos, o quintal inteiro de beija-flor e o rumor de Itapuã invadindo a alma. E só.”
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