


Uma das piores estiagens dos últimos 50 anos afeta mais de 200 municípios baianos, dentre eles Feira de Santana. Várias administrações promoveram ações, a primeira vista impopular, mas com efeitos imediatos como a suspensão de festejos. Na sequência optaram por investimentos no campo através do apoio estruturante com a construção, limpeza e ampliação de açudes e aguadas, além da construção de poços artesianos com a finalidade de garantir acesso à água para a sobrevivência humana, e para a produção de alimentos, e a manutenção mínima da vida animal no campo. Outras administrações como a do prefeito Antônio Dessa Cardozo (Furão, PSD), de São Gonçalo dos Campos, tentando injetar animo na economia local antecipou 50% do pagamento do 13º salário do funcionalismo público municipal.
A crise é grave
Os citadinos começam a sentir os efeitos da estiagem através do aumento expressivos dos víveres, a exemplo do tomate e da cebola que alcançam valores superiores a R$ 5 por quilo. Com pouca oferta de alimentos, a população começa a disputar a produção alimentícia que chega aos mercados municipais, elevando preços e dificultando a vida de todos.
Campo e cidade se complementam no processo social. Se no campo a produção alimentícia é estabelecida, é na cidade que adquire valor de troca. Sem o campo a cidade não pode sobreviver, entrando em crise econômica e sócio-alimentar. Por outro lado, sem a cidade o campo tem dificuldade em estabelecer relações de troca, dificultando a vida.
Dificuldade de compreensão social
Tais conceitos são poucos percebidos pela administração do prefeito José Ronaldo de Carvalho (DEM), ele e o séquito são incapazes de perceber a necessidade de investimentos onde a população mais precisa. Despejando milhares de reais dos contribuintes municipais, portanto, dos moradores do campo e da cidade, na contratação e estruturação de uma festa que não tem efeitos econômicos e sociais no médio e longo prazo. Além de ter pouco alcance econômico imediato, uma vez que a micareta está circunscrita aos quatro dias do mês de abril de 2013.
Enquanto a administração de José Ronaldo fala em fazer festa, a vida no campo agoniza. Pequenos produtores passam por graves dificuldades, os médios e grandes setores do agronegócio perdem competitividade, gastando parte do acúmulo de capital que obtiveram nos anos anteriores.
Na cidade, a carestia afeta todos os segmentos. O setor comercial passam por retração, com a diminuição da circulação de mercadorias na base da economia, afetando diretamente os negócios. Os efeitos não são piores em função dos programas de segurança alimentar e de renda mínima, estabelecidas pelo governo federal. Eles garantem o básico às pessoas socialmente mais frágeis. Além do proletariado, a pequena-burguesia e o burguês sentem a retração econômica. Existe uma iminente destruição de capital produtivo e circulante.
Indolência intelectual
Segmentos organizados da sociedade pedem que o Jornal Grande Bahia pontue a crise decorrente da estiagem como forma de sensibilizar o poder público. Que permanece mouco, anestesiado, pela indolência intelectual dos que fazem parte do corpo funcional diretivo da prefeitura de Feira de Santana. Percebendo, cada um dos secretários, cerca de R$ 250 mil por ano, pouco lhes importa como a vida passa para os que estão na economia real.
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