
Em discurso na comemoração do aniversário de 50 anos da União Africana, a presidenta Dilma Rousseff destacou a importância da autonomia tanto do Continente Africano quanto da América Latina, assim como a importância da cooperação entre ambos. “Os avanços da União Africana, como os da Unasul [União de Nações Sul-Americanas] encerram um ensinamento fundamental: quem deve resolver os problemas das nossas regiões somos nós mesmos, respeitando sempre as diferenças que porventura existem entre nós”, disse.
Dilma Rousseff representa a América Latina no encontro da União Africana em Adis Abeba, capital da Etiópia. No discurso, disse que o Brasil tem muitas semelhanças com o Continente Africano, “O Brasil vê o Continente Africano como um irmão e vizinho próximo”. “Nossos interesses comuns são amplos: buscamos o desenvolvimento, o que exige a promoção da inclusão da nossa população aos ganhos e riquezas de nosso país”.
A presidenta reforçou também o interesse em ampliar para além das relações comerciais a cooperação com o Continente Africano, em uma cooperação Sul-Sul. A intenção é garantir “avanços e lucros mútuos para ambas as partes”.
Ela finalizou o discurso com uma metáfora: “Chegou a hora de o leão africano escrever sua história, assim como a onça brasileira escrever a sua”.
Dilma fica em Adis Abeba até o começo da noite. Na manhã deste sábado, participou de encontros bilaterais com os presidentes da Guiné, do Gabão, Quênia e Congo, após a comemoração do jubileu, que durou cerca de 3 horas. A presidenta também visitou Lucy, um fóssil de mais de 3 milhões de anos, descoberto em 1974, no deserto da Etiópia.
Dilma viajou acompanhada por uma comitiva de ministros, como Antonio Patriota (Relações Exteriores), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Luiza Bairros (Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial) e Aloizio Mercadante (Educação), além do porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, empresários e assessores.
Criada em maio de 1963, a União Africana (que reúne 54 países) assumiu a função de buscar soluções internas para os conflitos envolvendo as distintas nações, assim como o processo de progressiva democratização e fortalecimento institucional. O intercâmbio comercial entre Brasil e África cresceu cinco vezes nos últimos dez anos, evoluindo de US$ 5 bilhões, em 2002, para US$ 26,5 bilhões, em 2012.
Dilma discursa em nome dos líderes da América Latina
A presidenta Dilma Rousseff passou o dia de ontem (25/05/2013), em Adis Abeba, capital da Etiópia, onde fica até o começo da noite. A presidenta discursa, nas comemorações do aniversário de 50 anos da União Africana (que reúne 54 países), representando a América Latina. Em nome dos países não alinhados (que reúne países que buscam um caminho independente) discursará o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, falará pelos europeus e o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, terá dez minutos para enviar mensagens. O Brasil tem 37 representações brasileiras em países africanos. No Conselho de Segurança das Nações Unidas, apenas China, Estados Unidos e Rússia têm mais embaixadas na África do que o país.
O diretor do Departamento de África, Nedilson Ricardo Jorge, destacou que a União Africana contribui para a construção da democracia e busca melhorias econômicas e sociais. Segundo ele, o bloco tem “tolerância zero” contra tentativas de golpes de Estado. Atualmente, o bloco está voltado para Guiné-Bissau (que teve um golpe de Estado no ano passado e ainda não se estabilizou), República Centro Africana e Madagascar. Os três países ainda não retomaram a chamada ordem democrática.
As preocupações da União Africana atualmente também estão concentradas na promoção do desenvolvimento das redes de transporte, energia e telecomunicações, além da integração econômica, combate à fome e à pobreza, incentivos agrícola e rural. Mas os temas específicos sobre a África serão tratados na Cúpula da União Africana, nos dias 26 e 27, da qual a presidenta não deverá participar.
A presidenta viajou para a Etiópia acompanhada por uma comitiva de ministros, como Antonio Patriota (Relações Exteriores), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Luiza Bairros (Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial) e Aloizio Mercadante (Educação), além do porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, empresários e assessores.
Criada em maio de 1963, a União Africana (que reúne 54 países) assumiu a função de buscar soluções internas para os conflitos envolvendo as distintas nações, assim como o processo de progressiva democratização e fortalecimento institucional. O intercâmbio comercial entre Brasil e África cresceu cinco vezes nos últimos dez anos, evoluindo de US$ 5 bilhões, em 2002, para US$ 26,5 bilhões, em 2012.
Dilma defende padrão Sul-Sul de cooperação com a África
Após encontro com o primeiro-ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn, a presidenta Dilma Rousseff disse na sexta-feira (24/05/2013) que o Brasil tem interesse em ampliar para além das relações comerciais a cooperação com o Continente Africano. Dilma está em Adis Abeba, capital etíope, para participar das comemorações dos 50 anos da União Africana.
Dilma chegou à Etiópia por volta das 9h30 (15h30 no horário local) e, em seguida, fechou quatro acordos com o país nas áreas de desenvolvimento agrícola, transferência de renda, serviços aéreos, educação, ciência e tecnologia.
“O Brasil quer, não só estabelecer relações comerciais, investir aqui, vender para o país, mas também uma cooperação no padrão Sul-Sul. O que é o padrão Sul-Sul de cooperação? É uma cooperação que não seja opressiva, que seja baseada em vantagens mútuas e valores compartilhados”, disse a presidenta, em rápida entrevista na entrada do hotel em que está hospedada.
Segundo Dilma, é “uma deferência” o fato de o Brasil ser convidado de honra do Jubileu de Ouro da União Africana, que reúne 54 países. Amanhã (25), durante a cerimônia de comemoração do jubileu, Dilma deverá discursar representando a América Latina.
“Eu acho uma deferência o Brasil ter sido convidado para falar em nome da nossa região neste Jubileu de Ouro. Acho que [isso] reflete o fato e o reconhecimento da importância que o Brasil atribui à África. Eu estive, há pouco, com o primeiro-ministro Hailemariam Desalegn, e isso fica claro também nas relações bilaterais entre o Brasil e a Etiópia”, disse ela.
Criada em maio de 1963, a União Africana assumiu a função de buscar soluções internas para conflitos entre os países membros do bloco, bem como de incentivar o processo de democratização e fortalecimento institucional da região. O intercâmbio comercial entre Brasil e África cresceu cinco vezes nos últimos dez anos, evoluindo de US$ 5 bilhões, em 2002, para US$ 26,5 bilhões, em 2012.
Brasil perdoa dívida de US$ 900 milhões de 12 países africanos
O porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann, anunciou hoje (25/05/2013) a anulação de US$ 900 milhões de dívidas de 12 países africanos. “Ter relações especiais com África é estratégico para a política externa brasileira”, disse ele à imprensa. O anúncio foi feito durante reunião da União Africana em Adis Abeba, capital da Etiópia.
Os países mais beneficiados com esta anulação de dívida serão a República do Congo, cuja dívida é US$ 352 milhões, e a Tanzânia, com US$ 237 milhões de dólares, acrescentou o porta-voz.
Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe também estão entre os países beneficiados, assim como a Costa do Marfim, o Gabão, a Guiné-Conacri e a República Democrática do Congo.
O porta-voz explicou que a medida visa dinamizar as relações econômicas entre o Brasil e África. Segundo o Governo brasileiro, as trocas comerciais entre o Brasil e África foram em 2012 de cerca de 25 bilhões de dólares.


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