

Quais as dificuldades do teatro nacional na Bahia? Como fazer para ter mais peças nacionais no estado? Existe público local para estes eventos? Para responder estas e outras questões, o Mais Teatro reuniu na noite da última quarta-feira dois nomes do teatro local. Marlúcia Sie e Fernanda Tourinho foram as responsáveis por atrai e falar mais do tema no projeto ‘Bate Papo Mais teatro’.
Esta foi a primeira edição do evento, que periodicamente trará temas diferente para debate, com o objetivo de pensar sobre as artes cênicas, fomentar novas ideias e engajar a sociedade em prol da democratização do acesso à cultura. Segundo as produtoras, os desafios para viabilizar que peças nacionais cheguem à Bahia são enormes e transitam por vários setores, como apoio cultural, patrocínio, falta de espaços com capacidade para grandes públicos, estrutura para grandes cenários, número exorbitante de carteiras de meia-entrada, transporte e segurança pública, dentre muitos outros empecilhos.
Afirmam que há muito mais demanda de espetáculos que desejam vir ao Estado, do que oferta de espaços para serem realizados. O principal anfitrião para montagens nacionais é o Teatro Castro Alves (TCA), que justamente por ser único em questão de infraestrutura ideal, tem uma pauta disputadíssima, que precisa de muita antecedência para ser agendada.
Embora Salvador seja o terceira cidade com maior produção teatral do país, para surpresa dos participantes do encontro, as produtoras revelam que a terra do axé não é a capital do nordeste que desperta mais interesse dos produtores nacionais. Recife e Fortaleza são a bola da vez, por reunirem melhores condições estruturais e retorno financeiro para exibição de espetáculos de grande porte.
O Bate-Papo Mais Teatro foi o começo de um debate importante e necessário para tentar trazer a discussão para o âmbito da ação. Já que chegamos à conclusão que a falta de informação é também um obstáculo para o teatro nacional na Bahia, vamos divulgar e pulverizar a importância da arte na vida de todos, até daqueles que ainda não têm acesso à ela. São muitos os desafios para quem deseja viver de teatro no Estado, é um caminho difícil, mas que reserva boas surpresas para quem tiver vontade de trilhar.








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