
Especialista em bariátrica há 15 anos, Dr.Osiris Casais que participou do ISFO, em Istambul, fala sobre as novidades relacionadas ao assunto. Considerada questão de saúde pública, a obesidade pode provocar pelo menos outras vinte doenças. Diabetes, cardiopatias, hipertensão, dores nas articulações são apenas alguns dos inúmeros problemas que podem acometer o individuo obeso. Atualmente 12% da população mundial sofre do mal e 2,8 milhões de pessoas morrem todo ano por conta do excesso de peso. Em muitos casos, a cirurgia bariátrica tem se apresentado como a melhor solução. O assunto é tema do VIII Encontro de Pacientes da Clínica de Cirurgia Osiris Casais, neste sábado (14/09/2013), 9h, no Auditório do Centro Médico Aliança.
Um adulto é considerado acima do peso recomendável quando seu IMC (relação entre peso e altura elevada ao quadrado) está acima de 25. A obesidade acontece quando esse número supera 30. Recentemente, o Ministério da Saúde publicou uma pesquisa que mostrou que, em 2012, 51% da população brasileira está fora dos parâmetros. Os dados apresentados demonstram que a taxa de sobrepeso vem crescendo. Em 2006, o percentual dos mais gordos era de 43%. Já em 2011 passou a 48,5% e chegou à maioria agora em 2012. O cirurgião Osiris Casais, que há 15 anos realiza Cirurgia Bariátrica na Bahia, destaca que quanto maior for o seu IMC, maiores serão suas chances de desenvolver uma ou mais dessas doenças associadas à Obesidade.
Segundo ele, várias doenças são causadas ou agravadas pela Obesidade. As mais comuns são as cardiopatias, hipertensão, diabetes, dislipidemias, osteartopatias e as doenças psicossociais. Essas últimas provocam limitações importantes como, por exemplo, o desemprego, afastamento do convívio social, além da depressão. “As mais graves são as doenças do coração e a diabetes”, frisa.
O médico que no final do último mês participou do IFSO – XVIII World Congress, em Istambul, garante que o uso da cirurgia bariátrica como cura da obesidade tem sido reforçado por especialistas não só do Brasil, mas de todo mundo. Ele explica que atualmente o tratamento cirúrgico é indicado para obesidade grau II (IMC de 35 a 39) associada à co-morbidades, que são as doenças provocadas ou agravadas pelo excesso de peso, além dos portadores de Obesidade Mórbida (IMC maior ou igual a 40).
De acordo com o especialista, o bypass gástrico é o tipo de procedimento mais usado no mundo. Intitulada de padrão ouro, a técnica apresenta índices de 85% de cura do diabetes e hipertensão. Obesos que tem problemas como apneia do sono, esteatose hepática e dislipidemias chegam a alcançar 100% de cura. “O objetivo da cirurgia não é tratar apenas a obesidade, mas também sanar as doenças associadas, desta forma melhorando a expectativa de vida dos pacientes obesos”, destaca Casais.
Responsável por realizar mais de mil cirurgias sem nenhum caso de óbito, o médico lamenta que tantas pessoas ainda morram vítimas da Obesidade. “Infelizmente o SUS ainda não está preparado para tratar esse problema”. “As grandes filas de espera no Brasil e na Bahia, em consequência da pequena quantidade de hospitais habilitados para fazer o procedimento, ilustram nossa triste realidade”, comenta.
Na opinião do cirurgião, é preciso preparar hospitais e profissionais que possam realizar um programa adequado de obesidade, incluindo não só a cirurgia, mas também o acompanhamento pré e pós-operatório. “O governo precisa investir mais na prevenção da doença, adotando medidas como controle nas propagandas de fast food, na merenda escolar oferecida pelas cantinas, além de realizar campanhas de incentivo a atividade física”, finalizou o especialista.
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