Feira de Santana: médico cubano é recebido com carinho pela comunidade e diz que faltava profissional na unidade

Membros da comunidade recebem o médico cubano Isoel Gomez.
Membros da comunidade recebem o médico cubano Isoel Gomez.
Membros da comunidade recebem o médico cubano Isoel Gomez.
Membros da comunidade recebem o médico cubano Isoel Gomez.

Na manhã desta segunda-feira (25/11/2013), o médico cubano Isoel Gomez voltou a trabalhar no Posto de Saúde da Família do bairro Viveiros, em Feira de Santana. O médico foi recebido pelos moradores do bairro com cartazes, mensagens de apoio e solidariedade.

O médico falou do seu sentimento ao voltar a trabalhar na unidade de saúde nesta manhã. “É uma satisfação muito grande. Eu vim para cá para atender a população e fiquei muito triste quando aconteceu todo esse mal entendido. Graças a Deus tudo ficou claro e isso serve de experiência para ter mais cuidado. Eu já gostava do Brasil e agora gosto muito mais, por ter encontrado a unidade de portas abertas para me receber. E com toda essa polêmica recebi muitas ligações para mim mostrando apoio e confiança no meu trabalho. Eu me sinto competente no exercício da minha função”, disse o doutor Isoel que já tem 16 anos de profissão.

A mãe da criança de 1 ano e 2 meses, Gilmara dos Santos, disse estar muito feliz com o fato da justiça ter sido feita. “Ele voltou a trabalhar para atender a gente e agora é só alegria. Desejo que essa recepção para os médicos cubanos seja em todo Brasil por que a maioria dos médicos mal olha para a nossa cara, não nos atendem bem. E quando chega uma pessoa que atende a gente eles querem tirar. Estou muito feliz por que a justiça foi feita”, disse.

Entenda o caso

O médico cubano Isoel Gomes Molina foi afastado de suas atividades após ser acusado de receitar uma alta dosagem de dipirona a uma criança que estava com febre. A mãe da criança, Gilmara dos Santos confirmou em entrevistas que o profissional explicou corretamente a quantidade de gotas da substância que a criança deveria tomar, orientando-a sobre o fracionamento, mas se equivocou ao prescrever a dosagem na receita.

A comissão apurou que as 40 gotas indicadas não eram para ser ministradas em dose única, mas divididas em quatro vezes, a cada seis horas, como consta na receita, desde que a criança sentisse dor ou apresentasse um quadro febril, e explicou detalhadamente à mãe da criança que seriam dez gotas, apenas, por vez.

Os moradores da localidade entregaram um abaixo-assinado de 12 páginas para que o médico voltasse a trabalhar.


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