Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia contrata empresa por dispensa de licitação por R$ 53,5 milhões, denuncia Carlos Geilson

Carlos Geilson: “É injustificável, é inaceitável, é um absurdo, o que nós estamos testemunhando!".
Carlos Geilson: “É injustificável, é inaceitável, é um absurdo, o que nós estamos testemunhando!".
Carlos Geilson: “É injustificável, é inaceitável, é um absurdo, o que nós estamos testemunhando!".
Carlos Geilson: “É injustificável, é inaceitável, é um absurdo, o que nós estamos testemunhando!”.

Um fato inusitado foi constatado no Diário Oficial do Estado da Bahia nesta terça-feira (10). A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação cancelou a licitação para continuidade da execução da obra do CIGE / CEMADEN e contratou outra empresa por processo simplificado, ou seja, dispensa de licitação. A empresa Damiani, contratada pela secretaria, cobrou um valor de R$ 53,5 milhões para a realização da obra, com um valor exorbitante de R$ 11,5 milhões a mais do que a que tinha vencido a licitação, que viera a ser cancelada.

“É injustificável, é inaceitável, é um absurdo, o que nós estamos testemunhando! Como é que um Estado que alega que tem problemas no caixa, que corta investimentos na segurança pública, e de uma hora para outra aparece R$ 11 milhões para gastar assim? Teria alguém levando vantagem? O que se baseou para tomar essa medida?”, questionou o deputado estadual Carlos Geilson (PTN).

O secretário Paulo Câmera ligou e se justificou através do deputado estadual Rosemberg (PT), afirmando que a empresa que desistiu da obra, por construir apenas privadas e não ter experiência com obras públicas. E ainda disse que, a justificativa do aumento do valor da obra é porque a licitação não compunha R$ 4,5 milhões, referentes ao ar condicionado, e o restante seria de devido a uma taxa de aceleração, em função do tempo para acelerar a obra.

No entanto a explicação não convenceu e arrancou gargalhadas dos deputados oposicionistas. De acordo com Geilson, a explicação está mal fundamentada, pois já que a empresa ganhadora desistiu, o correto era chamar a empresa que ficou no segundo lugar na licitação para realizar a obra, e não cancelar a licitação.

“Isso está muito mal explicado. Aguardamos uma posição em relação a esse absurdo. Sei que o governador irá se pronunciar e tomar uma atitude, pois não acredito que ele tenha compactuado com essa barbaridade”, frisou Geilson.


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