Durante evento ocorrido em Feira de Santana na última sexta-feira (24/01/2014), oportunidades em que simbolicamente foram realizadas doações de máquinas a 180 prefeituras do interior da Bahia (Convênio PAC 2 – MDA), o vice-governador, secretário de infraestrutura e pré-candidato ao senado da república nas eleições de 2014, Otto Alencar (PSD), deixou antevê alguns dos principais aspectos do programa e da estratégia de campanha para as eleições de 2014.
Dupla sertaneja
Dirigindo-se ao pré-candidato ao governo da Bahia e secretário Chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), Otto revelou que pretende fazer uma “dupla sertaneja”, percorrendo todos os municípios baianos.
Dirigindo-se aos prefeitos declarou – “nós fizemos uma reunião ecumênica com todos os partidos recebendo equipamentos, e porque na hora de entregar o benefício nem o governador e nem Rui, nem eu, procuramos saber a carteirinha de identidade ideológica de quem quer que seja apara receber o seu benefício”.
Sinalizando uma mensagem para os prefeitos de que as políticas do governo Wagner não beneficiava apenas os aliados, mas todos as correntes políticas, e que essa política terá continuidade, caso Rui Costa seja eleito.
Mais recursos do FPM
Lembrando das dificuldades financeiras que afetam os municípios, decorrente da redução dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do aumento das atribuições das prefeituras em função dos convênios celebrados com o governo federal, Otto falou em reformas na Lei. Com objetivo de ampliara os repasses financeiros para os municípios.
O vice-governador conclamou os prefeitos a pressionarem o Congresso Nacional – “nós temos hoje a união das prefeituras do Brasil, que precisam marchar, como já marcharam uma vez, para fazer as reformas que as prefeituras precisam”.
Otto Alencar indica uma plataforma política com apoio ao municipalismo, e com isto tenta estabelecer uma aliança com os prefeitos no apoio ao projeto de eleição de Rui Costa e dele próprio.
Mudas da Lei de Responsabilidade Fiscal
Outro ponto do discurso direcionado aos prefeitos, foi concernente a defesa na mudança da artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Lembrando que tinha sido membro do Tribunal de Contas do Município, e que recentemente o irmão, prefeito de Simões Filho, José Eduardo Mendonça de Alencar, teve as contas rejeitas em decorrência do Artigo 42 da (LRF), e que cerca de 240 prefeituras da Bahia estavam com contas rejeitadas em 2013, apontou para a necessidade de discussões sobre mudanças na Lei.
“É difícil ser prefeito, é difícil ser governador, é difícil ser secretário, é difícil ser presidente da república. Não é fácil para ninguém, e prefeito então, é atividade de altíssimo risco hoje. Porque são oito órgãos fiscalizando o prefeito, e tem uma coisa também, fazem o pré-julgamento. Não analisam com acuidade, portanto, nós temos que lutar pelas reformas.”.
Lembrando passado carlista
Citado o fato de ter pertencido ao carlismo, grupo político liderado pelo falecido senador Antônio Carlos Magalhães (DEM). Otto fez uma comparação que tem peso político e histórico, afirmando:
“Eu fiz parte de um grupo de políticos que governou a Bahia por muitos anos, que fez muito pela Bahia. Mas o Governador Wagner, com seu lema ‘Bahia, terra de todos nós’, vai deixar números que ninguém poderá contestar.”. Discorrendo sobre diversas realizações do governo Wagner.












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