
Durante a última semana, os feirenses, nas redes sociais, não falavam de outra coisa que não fosse o #RolezinhoFSA, marcado para o dia 1º de Fevereiro de 2014. As opiniões eram controversas, mas entre apoiadores, simpáticos e conservadores exaltados, a febre do rolezinho pareceu arrebanhar bastantes jovens que compartilharam e mobilizaram através do banner da página do Levante Popular da Juventude.
A onda de rolezinhos começou em São Paulo, quando jovens da periferia marcaram através das redes sociais encontros de curtição nos shoppings da grande cidade. A atitude aparentemente ingênua da juventude paulistana revelou, mais uma vez, a face racista da nossa elite, que não tolerando dividir o seu espaço de lazer predileto com os moços e moças das classes populares, disparou toda forma de criminalização dos rolezinhos, desde a mídia até o judiciário. Este último chegou ao ponto de prover pedido de liminar contra a circulação dos jovens nos tais shoppings.
Anunciado para às 20hs do último sábado, no shopping Boulevard, o #RolezinhoFSA foi mais uma ação de solidariedade e denúncia do racismo ainda tão forte na nossa sociedade. A elite brasileira tem dificuldade de admitir essa sua face preconceituosa e racista, que por mais que apareça de forma velada é notável aos olhos mais atentos.
Às 19:30, por onde quer que se andasse nos corredores do Boulevard, pairava uma certa expectativa em torno de algo grande. O esquema de segurança tinha triplicado seu tamanho, demandando para além de um número extra de seguranças particulares, um contingente de policiais e viaturas no estacionamento e no interior do estabelecimento.
Grupos de jovens que se amontoavam na entrada da praça de alimentação eram ligeiramente dispersos, a segurança local parecia se preocupar menos com provimento da segurança dos consumidores, e mais com a explosão de uma rebelião. É quando, no mais pacífico dos atos, abre-se uma faixa com a frase que muitos gostariam de ignorar: “O NOME DO SEU MEDO É RACISMO!”.
Essa foi a “grande ameaça” que esses jovens promoveram e a nossa sociedade “democrática” está tão marcada pelo racismo que a polícia militar da Bahia deslocou uma parte de seus homens -munidos de armamento pesado- para a contenção da mobilização.










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