
O Largo de Roma está prestes a passar pela terceira etapa da requalificação. Depois da entrega da nova praça, agora conhecida também como Praça Irmã Dulce, o largo será integrado ao Memorial, que tem como ícone a religiosa baiana, cuja vida foi dedicada a pobres e doentes. A proposta é da Secretaria do Turismo do Estado (Setur), em parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Urbano do Estado da Bahia (Conder), a Prefeitura Municipal de Salvador, as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) e a Polícia Militar. As obras serão executadas pela Conder.
A rotatória entre o Largo de Roma e o Memorial Irmã Dulce deixará de existir, e haverá uma ligação entre os dois atrativos da Cidade Baixa. Os motoristas que forem trafegar pela região terão acesso por uma nova rua, que será construída entre o Colégio da Polícia Militar e a sede da Osid. Para tanto, as duas instituições cederão áreas para a criação da nova rua. O acordo foi conduzido pelo subsecretário da Setur, Benedito Braga, na manhã desta terça-feira (13/05/2014), na sede da secretaria. Desde a beatificação da freira, em 2011, o fluxo de visitantes ao memorial mais que dobrou: de 35 mil visitas anuais passou para 86 mil.
Para Benedito Braga, o projeto vai reforçar o turismo religioso na capital baiana. “A ligação da praça com o Memorial Irmã Dulce vai beneficiar o público que se interessa pelo segmento, e servirá de via sequencial para a igreja do Bonfim, grande ponto turístico. A praça, inaugurada em janeiro, também tornou-se um grande atrativo, e está belíssima com a escultura que Bel Borba criou com a imagem da religiosa, responsável pelas obras sociais que resistem até hoje”, comentou.
Outra novidade é a construção de um estacionamento para ônibus de turismo, nos arredores do Largo de Roma, que ficará sob responsabilidade da Prefeitura de Salvador. O local escolhido é a área da antiga sede da Fundação Cidade Mãe.
O gestor de Infraestrutura da Osid, Eduardo Senna, ressaltou que a proposta ‘casa’ com o centenário de Irmã Dulce, a ser comemorado no próximo dia 26. Já Arturo Braga, arquiteto da instituição, responsável pelo projeto de requalificação, destaca o crescimento do fluxo de visitantes ao Memorial, após o processo de canonização de Irmã Dulce e os benefícios do projeto arquitetônico e urbanístico. “O impacto será percebido por quem está envolvido com o memorial, Igreja do Bonfim e pelos fiéis da Irmã Lindalva, que tem parte de sua história vivida no abrigo Dom Pedro II, além da cidade como um todo”, explicou Arturo.










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