Idosos com perda auditiva precisam da família para evitar depressão

Ilustração do aparelho auditivo humano. Perda auditiva em idosos pode levar à depressão.
Ilustração do aparelho auditivo humano. Perda auditiva em idosos pode levar à depressão.

Hoje, 26 de julho, é comemorado o Dia dos Avós. A data será uma oportunidade para homenagens e momentos felizes ao lado desses parentes tão importantes na vida de todos. Mas, além disso, será uma boa ocasião para as famílias refletirem sobre um problema que atinge muitos dos avós de idade avançada: a perda auditiva.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 800 milhões de pessoas no mundo sofrem de alguma perda auditiva. No Brasil são mais de 15 milhões. E boa parte dos que sofrem com este mal é formada por idosos.  “Na terceira idade, os problemas de perda auditiva podem ser um sério fator de limitação da pessoa. Podem, inclusive, desencadear distúrbios psiquiátricos e comportamentos antissociais”, explica o otorrinolaringologista Marcos Juncal.

Um dos problemas sofridos por esses idosos, além da perda da capacidade de ouvir, é o tratamento inadequado recebido dos próprios familiares. Em muitos casos, os parentes do deficiente não têm tolerância para lidar com a falta de audição, e, normalmente, não mantêm diálogos normais com o idoso, passando somente a informar os assuntos essenciais. “Diante da dificuldade de ouvir, a pessoa passa a se sentir constrangida, podendo propiciar o surgimento de um quadro depressivo”, observa o especialista.

“É necessário que a família se esforce ao máximo para inserir o idoso na comunicação do dia a dia. Ela vai ser muito importante para ajudar a detectar o problema, já que a perda auditiva muitas vezes ocorre de forma lenta e gradual, a partir dos 50, 60 anos, e os idosos não percebem que estão adquirindo aos poucos maior dificuldade para ouvir e entender diálogos”, completa Marcos Juncal.

Os familiares também devem contar com a ajuda de um profissional que oriente sobre maneiras de amenizar o problema auditivo do idoso. Uma forma de minimizar os efeitos negativos da deficiência é a utilização dos recursos tecnológicos disponíveis em aparelhos de amplificação sonora individual (AASI), também chamados de próteses auditivas.

A efetividade dos aparelhos de amplificação sonora melhorou consideravelmente nos últimos anos. Atualmente, os aparelhos são equipamentos individualizados, digitais, programáveis, versáteis e com controles de fácil manipulação por qualquer pessoa, inclusive pelos idosos.


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