Investimento de R$ 7,3 milhões para incentivar produção de palma forrageira beneficia criadores de caprinos e ovinos na Bahia

Governo incentiva a criação de ovinos e caprinos.Governo incentiva a criação de ovinos e caprinos.
Governo incentiva a criação de ovinos e caprinos.
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Governo incentiva a criação de ovinos e caprinos.

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) investirá cerca de R$ 7,3 milhões para promover uma rede de multiplicação de palma forrageira na Bahia. O objetivo do Projeto de Desenvolvimento Sustentável da Palma Forrageira (Repalma) é garantir a segurança alimentar do rebanho de ovinos e caprinos de agricultores familiares, sobretudo, nos períodos de estiagem. Serão beneficiadas em torno de seis mil famílias, situadas em 115 municípios baianos.

Entre as ações propostas estão a distribuição de seis milhões de mudas de palma forrageira e a aquisição de equipamentos e materiais, tais como: 200 máquinas multiprocessadoras de forragens, nove tratores, dois veículos utilitários tipo camionete, dois caminhões com capacidade para cinco toneladas, entre outros.

Segundo a médica veterinária e gerente de Desenvolvimento Territorial da Área de Revitalização das Bacias Hidrográficas da Codevasf, Izabel Aragão, a ação possibilitará estabelecer uma rede de multiplicação de palma forrageira para promover a dinamização da pecuária em propriedades de agricultores familiares. O cultivo de cactáceas, como a palma forrageira, é uma alternativa viável de alimento para ser oferecida aos animais.

A seleção das famílias e a licitação dos equipamentos e das mudas de palma serão realizados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf) e da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). Os agricultores familiares beneficiados devem estar registrados no Cadastro Único para Programas Sociais – CadÚnico, do governo federal, prioritariamente com renda per capita familiar mensal de até R$ 70,00, que caracteriza o público de extrema pobreza.

As seis mil famílias a serem atendidas pelo projeto estão situadas em 200 comunidades rurais na Bahia. No início do projeto, serão distribuídas mil mudas de palmas, duas horas de trator para aração e gradagem do solo, além de cinco matrizes mestiças para cada família de agricultor familiar. Para cada comunidade, será entregue uma máquina multiprocessadora de forragens e três reprodutores Puro de Origem (P.O.).

Para o presidente da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Jussara – BA (Accojus), Vanderlan Araújo, esse tipo de ação é fundamental para o setor. “Sem palma, não tem como criar caprino, principalmente no período de seca, que vai de julho a novembro. É um nutriente importante, sobretudo para garantir a produção de leite por parte do rebanho. A gente precisa desse apoio do governo, além de instruções sobre como melhorar o plantio, aumentando a resistência da palma”, explica o presidente da associação, que possui hoje 486 cooperados de Jussara e outros municípios do entorno. Desses, 120 atuam mais na produção de leite, chegando à marca de 40 mil litros ao mês.

Inclusão produtiva

O Projeto Repalma conta com recursos da ordem de R$ 40 milhões e beneficiará, ao todo, cerca de 2.400 famílias por meio da implantação de unidades de multiplicação de raquetes, produção de palma e do fornecimento de tratores, implementos agrícolas e picadores de forragem. Os investimentos estão inseridos no eixo Inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria e são repassados à Codevasf – executora das ações em sua área de atuação – por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional (SDR/MI).

A palma, também conhecida como cacto, é uma planta da família das cactáceas, tem origem no México é largamente difundida no nordeste brasileiro e muito conhecida no semiárido baiano. Sua utilização é bastante vasta, sendo mais difundida para a alimentação do rebanho. Também é conhecida como o último recurso para salvação dos animais em tempos de seca rigorosa. A espécie tem grande capacidade de armazenar água, é rica em energia e de fácil digestão e aceitação por parte do rebanho.


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