Prefeitura de Feira de Santana prestigia agronegócio gastando R$ 680 mil com atrações musicais durante a ExpoFeira 2014

José Ronaldo de Carvalho adota a política romana do pão e circo, enquanto setores essenciais da economia definham por falta de investimento.
José Ronaldo de Carvalho adota a política romana do pão e circo, enquanto setores essenciais da economia definham por falta de investimento.

Apesar da estiagem, com promessa de novo decreto de situação de emergência, a Prefeitura de Feira de Santana gastou, somente com as atrações que se apresentaram na Expofeira 2014, o montante de R$ 686.500. Nesse valor não está compreendido o gasto com as atrações gospel, que se apresentaram no sábado (13/09/2014).

Os dados foram levantados a partir dos extratos dos contratos, publicados no jornal Folha do Estado, edição do dia 9 de setembro (terça-feira).

De acordo com os extratos, a atração mais cara foi o cantor Leonardo, que se apresentou no domingo (14), no encerramento da festa. O valor pago pela Prefeitura ao cantor sertanejo foi R$ 180 mil.

A segunda atração mais caro foi o cantor Flávio José. O show dele foi contratado por R$ 60 mil; seguido de Adelmário Coelho R$ 50 mil; Cavaleiros do Forró R$ 45 mil; Asas Livres R$ 40 mil; Cavalo de Aço R$ 40 mil; Cangaia de Jegue R$ 32 mil, e Os Clones R$ 30.

Pão e circo

O prefeito José Ronaldo de Carvalho (DEM) tenta reconstruir a débil imagem de bom gestor, promovendo pão e circo para o povo, enquanto setores essenciais da economia, a exemplo do agronegócio feirense, definham por falta de investimentos planejados.

Centro de Abastecimento, Parque de Exposições, Matadora e Campo do Gado formam um conjunto de equipamentos municipais cujas estruturas carecem de investimento, comprometendo a qualidade sanitária do alimento que o feirense ingere, além do futuro da ‘economia real’, base da prosperidade do povo.

Outras atrações

As atrações de Feira de Santana também se apresentaram na festa. Del Feliz foi contratado por R$ 20 mil; Márcia Porto R$ 12 mil; Marron Glacê R$ 12 mil; Timbauba R$ 10 mil; Girimum com Mel R$ 10 mil; Caracu com Ovo R$ 10 mil, entre outras.

O gasto com festa em período de estiagem tem sido alvo de denúncias que tramitam no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Recentemente, o TCM aplicou multa ao prefeito de Itaberaba, João Mascarenhas Filh, de R$ 21 mil, por gastos em pleno período de estiagem. A denúncia feita ao TCM partiu de um vereador da Câmara Municipal de Itaberaba.

Semana passada, a Prefeitura de Feira de Santana anunciou, por meio d Secretaria de Comunicação, que deverá decretar estado de emergência nos próximos dias. A iniciativa partiu do Conselho Municipal de Defesa Civil em virtude da falta de água para o consumo humano na zona rural.

O secretário de Agricultura, Ozeny Moraes, revelou durante a reunião do Conselho que a situação da zona rural de Feira de Santana ainda é preocupante. “Nos últimos anos só agravou a questão da estiagem”, afirmou.

*Com informações do site Valter Vieira | Parceiro do Jornal Grande Bahia.


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