
Eu vim aqui agradecer, do fundo do coração, mais uma vez, ao povo baiano, ao povo aqui de Salvador, o que já me deram uma vez. Aliás, me deram pela terceira vez. Votaram em mim no primeiro turno de 2010, no segundo turno e, agora, essa maravilhosa votação.
Agradeço, primeiro, à população de Salvador, à população da Bahia. Agradeço, depois, aos meu companheiros de chapa aqui na Bahia: agradeço ao Rui Costa, nosso governador eleito; agradeço também ao meu querido João Leão, vice-governador eleito da Bahia; agradeço a esse companheiro fantástico, que é o Otto Alencar, senador eleito da Bahia. Vou agradecer à Fátima, pela eterna solidariedade que ela sempre me dá, ligando para mim, desejando boa sorte e me mandando todas as bênçãos da Bahia.
O governador Jaques Vagner, que está encerrando seu mandato de oito anos, e que mudou a Bahia – não só em parceria com o governo Lula e, depois comigo -, fez as obras e deu início as obras mais importantes. Eu tenho certeza que o Rui Costa, que esteve com eles nesses anos, vai continuar e avançar. O Jaques é um amigo muito querido. Quero dizer também que não posso deixar de falar do Waldir Pires.
Agora, eu queria agradecer aos prefeitos, às prefeitas, aos vereadores e vereadoras, às lideranças que estão aqui presentes.
Queria dizer pra vocês que eu comecei minha vida politica como secretária da Fazenda do município de Porto Alegre. Então, sei bem o que sofrem os prefeitos e as prefeitas. Sei bem o papel importante dos vereadores. Sei um outra coisa: ninguém mora no governo federal, ninguém mora no governo estadual, mas os 202 milhões de brasileiros moram nos municípios. É nos municípios que a população está perto do prefeito e da prefeitura. Os grandes municípios tem mais arrecadação, mas os pequenos municípios são entregues a si mesmos. Por isso, tenho a honra de ter governado olhando os menores municípios desse País, que são a maioria.
Fico muito feliz quando me dizem que “nesse município você teve 90% dos votos”. Gente, 90% dos votos é uma enormidade de votos! Fico extremamente comovida, aqui na Bahia, também com outra coisa: nosso País é um país continental e uma das maiores forças é sua diversidade. Convivemos bem com a diversidade. Somos índios, negros, brancos, somos uma sociedade multicultural, uma sociedade diferente de todas as outras. Nós somos um povo vocacionado a ter menos preconceitos, para sermos mais flexíveis e amigos e fraternos com aqueles que são diferentes de nós. Acredito que é uma das nossas maiores riquezas, essa diversidade regional, essa diversidade cultural.
Mais do que isso, o fato de cada estado da federação, cada município da federação, dar uma contribuição que ninguém pode abrir mão para o todo, que nós chamamos de Brasil. O Brasil é o município maior. É essa diversidade e esse colorido que não podemos deixar de valorizar. Por isso, acredito que é muito grave quando querem desqualificar a minha votação e o 1º lugar que eu obtive no primeiro turno. Falam o seguinte: “Ah, votaram nesse projeto porque as pessoas que votaram não são qualificadas, são desinformadas. Não sabem o que estão fazendo”. Essa é uma conversa velha.
Não só eu agradeço, mas respeito essas pessoas, esses cidadãos e cidadãs que votaram em mim. E me orgulha esse voto. Sabe por que? Porque eu tenho certeza que aqui no Nordeste, aqui na Bahia, está uma parte essencial do Brasil. Sem Nordeste e sem a Bahia esse País não seria essa nação que amamos e defendemos todos os dias.
Quero dizer a vocês que eu tenho muito orgulho do que eu represento. Eu represento um projeto de Brasil. E hoje são dois projetos diferentes de Brasil que estão se confrontando. Porque uma eleição é isso, são gotejos de projetos. Do meu lado está um projeto que diz que o Brasil tem de ser governado para todos os brasileiros, olhando com cuidado, com prioridade, para aqueles que mais precisam.
Este País tem de garantir que as pessoas tenham renda, emprego e um salário mínimo que seja valorizado e também tenham estudo e que haja um valor, iguale as oportunidades, desde pequenininho. A creche no Brasil tem de ser prioridade. O Brasil precisa do nosso trabalho, do trabalho de mulheres e homens, mas a criança brasileira tem de ter esse apoio.
Aí, eles viram para vocês e falam: “Também acho isso. Vou continuar esse programa de vocês”. A pergunta que não quer calar é: Por que não fizeram isso antes, quando puderam? O que explica que nunca fizeram um programa habitacional como o Minha Casa Minha Vida? Ousam dizer que fizeram o Bolsa Família. O Bolsa Família deles era para poucos, muito poucos. O nosso Bolsa Família é para mais de 5 milhões de pessoas. Nós olhamos pra essas pessoas e entendemos que não basta o Bolsa Família. Tem de ter ensino técnico, qualificação profissional. As pessoas tem de melhorar seu salário melhorando sua qualificação.
Fazemos o Pronatec. Aí eles dizem: “Ah, o Pronatec: Eu fiz três escolas”. O Pronatec é pra 8 milhões de pessoas e, nós formos eleitos, será para 12 milhões de pessoas. Em 8 anos vamos formar 20 milhões de brasileiros. A mesma coisa o Prouni: “Ah, eu gosto muito, vou fazer o Prouni”. Mentira! Quando iniciamos o Prouni, foram ao Supremo Tribunal Federal e pediram pra que não tivéssemos autorização pra fazer o Prouni. A mesma coisa fizeram na educação técnica. Proibiram o Governo Federal de construir escolas técnicas. Voltamos a construir. Eu fiz 208 e o Lula 214. Sabe quantas eles fizeram? Onze. Isso mostra bem claramente o que está em discussão no Brasil. E aqui na Bahia tem muita coisa que tem de ser discutida. Deixaram o metrô paralisado. Nós voltamos a construir o metrô. Tenho certeza que vou ser eleita para inaugurar a Linha 2.
Eles nunca tiveram um projeto para esta região do País. Nunca olharam pra ela. Deixaram anos e anos a fio sem investimento em infraestrutura. Usaram e abusaram da indústria da seca e não tentaram resolver o problema de fundo que era garantir água – não de emergência, mas fazer com que o Nordeste convivesse com a seca, igual nós estamos fazendo.
Eu quero dizer para vocês que uma coisa muito grave é quando eles implicam com salário mínimo. Essa é a maior característica desse senhor que foi presidente do Banco Central durante o governo Fernando Henrique Cardoso e agora é aquele que aparece como sendo o eventual-futuro-ministro da Fazenda, que não vai ser. Ele não gosta do salário mínimo. Acha que, no Brasil, para resolver a economia, tem de diminuir o salário mínimo porque eles acham que está excessivo. Isso é um escândalo! É a típica proposta que fez com que este País quebrasse três vezes.
Quebraram três vezes o Brasil e tenho certeza que quando chegar dia 26, eu vou agradecer muito a Bahia. Vim aqui pedir uma coisa, vim aqui pedir que daqui da Bahia saia uma onda 13, uma onda que a Bahia tem força, régua e compasso, como diz a música, pra criar essa onda, onda vermelho, onda multicor, com diversos partidos que integram a minha coligação. Para que a gente ganhe essa eleição de forma muito clara. A Bahia me deu muito, mas eu humildemente peço mais: peço uma onda. Peço que façam esse esforço. Aqui o Brasil nasceu, o Brasil da nossa época. Aqui começou esse nosso projeto imenso de construir essa nação diversificada, respeitosa, tolerante, que detesta discriminação. Aqui começou e aqui vocês podem me dar essa onda de mudança, de força e de fé no Brasil, no Nordeste.
A eleição é um momento democrático, então, diante da urna, vocês convidem as pessoas a votar a favor da verdade, da esperança, contra a mentira e o ódio. Mas diante da urna, a gente tem que votar com consciência, paz e amor no coração.
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