Eleições 2014 | Na Bahia, em oposição ao discurso xenofóbico de FHC, Dilma Rousseff fala em diversidade como valor cultual do povo brasileiro

Rui Costa, Dilma Rousseff e Otto Alencar comemoram vitória.
Rui Costa, Dilma Rousseff e Otto Alencar comemoram vitória.
Rui Costa, Dilma Rousseff e Otto Alencar comemoram vitória.
Rui Costa, Dilma Rousseff e Otto Alencar comemoram vitória.
Dilma Rousseff durante a caminhada no Largo de Roma até a Colina Sagrada em Salvador.
Dilma Rousseff durante a caminhada no Largo de Roma até a Colina Sagrada em Salvador.

A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, participou de atividades em Salvador (BA), na manhã desta quinta-feira (09/10/2014) acompanhada do atual governador do estado, Jaques Wagner, o novo governador eleito Rui Costa e lideranças locais.

Logo cedo, Dilma se reuniu com lideranças políticas num ato de mobilização e na sequência participou de uma caminhada do Largo de Roma até a Colina Sagrada onde está a Igreja do Bonfim, em Salvador. A presidenta visitou o santuário de Irmã Dulce, onde colocou flores e rezou em homenagem à religiosa e seguiu para a Capela das Relíquias.

Na Bahia, Dilma teve 61,44% dos votos válidos. Jaques Wagner afirmou que a vitória no estado foi por merecimento e reconhecimento da trajetória, postura e trabalho realizado pela presidenta. “A vitória foi maior ainda porque os adversários mentiram muito e a mentira tem perna curta, porque a palavra encanta, mas o que sustenta a política é o serviço prestado, o trabalho realizado”, afirmou o governador, que acredita que no segundo turno mais de 4 milhões de eleitores baianos irão apoiar a presidenta Dilma.

“Fiquei muito gratificada até porque foi uma vitória muito expressiva que eu tomo também por um reconhecimento de tudo o que fizemos na Bahia em obras de infraestrutura, políticas sociais tanto na área de renda como o Bolsa Família, como na área de Educação com as universidades, escolas públicas, as escolas técnicas e Pronatec”, comentou a presidenta.

A presidenta Dilma considera grave dizerem que as pessoas que votaram em seu projeto de governo não são qualificadas, são desinformadas e que não sabem o que estão fazendo. “Uma das maiores forças desse País é sua diversidade regional e cultural. Convivemos bem com a diversidade. Somos índios, negros, brancos, somos uma sociedade multicultural, uma sociedade diferente de todas as outras. Nós somos um povo vocacionado a ter menos preconceitos”, exaltou a presidenta, que agradeceu a votação expressiva que teve no estado da Bahia e afirmou que o Nordeste é parte essencial do Brasil, sem o qual “esse País não seria essa nação que amamos e defendemos todos os dias”.

Wagner se disse chocado em relação aos rumos da campanha adversária. “Nunca fiz política xingando ninguém. Estou com medo, porque esse País é respeitado em todo o mundo porque aqui não tem briga religiosa, não tem briga regional, não tem briga interna, como a gente vê nos outros países. Tenho medo quando, para ganhar uma eleição, tentam destruir a paz interna do País”, afirmou em relação as recentes declações de representantes do PSDB em relação ao povo nordestino.

“Primeiro destilaram ódio contra o meu partido, o PT, agora transferiram o ódio para a região nordestina, querendo dizer que quem vota na Dilma não tem poderes e é mal informado. Aqui hoje tem universidade e escola técnica para formar os nordestinos. Quem me conhece sabe, antes de tudo temos que preservar a democracia brasileira. Não vale tudo numa eleição”, defendeu Wagner, dizendo que as diferenças partidárias devem ser resolvidas pela democracia, através do voto, e não na violência. “No lugar do xingamento, vamos levar uma flor, um sorriso no lábio dos que sabem que estão fazendo o melhor para a Bahia e para o Brasil”, pediu.

Diversidade

O projeto de Dilma é governar para todos os brasileiros, dando prioridade para aqueles que mais precisam. “Este País tem de garantir que as pessoas tenham renda, emprego e um salário mínimo que seja valorizado. Além de ter estudo, para que haja um valor, a igualdade de oportunidades, desde pequeninhino”, defendeu a presidenta. Por isso, ela dará prosseguimento à construção de creches de qualidade e aos programas sociais de êxito, como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida e o Pronatec.

Dilma lembrou que, quando o Governo Federal iniciou, em 2005, o Programa Universidade para Todos (Prouni), com o objetivo conceder bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior, o partido opositor foi ao Supremo Tribunal Federal para tentar impedir que fosse implantado.

A presidenta, defende, ainda, a valorização do salário mínimo. “É uma coisa muito grave é quando eles implicam com salário mínimo. Acham que o Brasil, para resolver, tem de diminuir o salário mínimo por que eles acham que está excessivo. Isso é um escândalo. É a típica proposta que fez com que este País quebrasse três vezes”, afirmou.

Conquista de votos

O governador eleito Rui Costa, ressaltou que alguns municípios do interior da Bahia registraram votação superior a 80% em Dilma. “Se teve um presidente que ajudou os prefeitos deste Brasil foi a presidenta Dilma Rousseff. Os prefeitos não querem voltar ao passado, só querem seguir em frente. No desespero de ganhar, disseminam o ódio contra a região nordestina. Quem vota na Dilma sabe como é o Nordeste de hoje e como era o de 15 anos atrás”, disse.

Sobre a perspectiva para o segundo turno, Dilma está otimista quanto a conquistas. “Acredito que vamos tirar uma grande diferença e vencer. Porque o Brasil vai fazer uma comparação entre dois projetos que estão colocados na frente dos brasileiros: um projeto que é seguir em frente assegurando as conquistas, mudando o que tende ser mudado e avançando cada vez mais, o outro projeto levará necessariamente ao retrocesso”.

Crítica velada

O discurso da presidenta Dilma Rousseff é uma crítica velada ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), que desqualificou os votos dos nordestinos como oriundos da falta de informação. A declaração de FHC é uma demonstração inequívoca de por mais preparado que seja uma pessoa, cedo ou tarde ela revela os preconceitos de classe. Observa-se que se dependesse de FHC, o povo do nordeste ia continuar com pouco instrução, uma vez que os investimentos em educação durante o período em que governou, foi marcado por inexpressivos investimentos em educação superior e técnica.

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