“Terceirizados, os mais explorados entre os explorados, sofrem mais acidentes na Petrobras”, denuncia vereador soteropolitano Hilton Coelho

Vista aérea da Refinaria Landulpho Alves – Mataripe, localizada em São Francisco do Conde. (Foto: Carlos Augusto | Jorna Grande Bahia)
Vista aérea da Refinaria Landulpho Alves – Mataripe, localizada em São Francisco do Conde. (Foto: Carlos Augusto | Jorna Grande Bahia)
Vista aérea da Refinaria Landulpho Alves – Mataripe, localizada em São Francisco do Conde. (Foto: Carlos Augusto | Jorna Grande Bahia)
Vista aérea da Refinaria Landulpho Alves – Mataripe, localizada em São Francisco do Conde. (Foto: Carlos Augusto | Jorna Grande Bahia)

O vereador Hilton Coelho (PSOL) reivindica que o acidente ocorrido na Unidade Geradora de Hidrogênio da Refinaria Landulpho Alves – Mataripe (RLAM) ocorrido na tarde deste domingo (18/01/2015), no município de São Francisco do Conde, região metropolitana de Salvador, seja apurado com rigor e apontadas as causas de mais um acidente na área da Petrobras que vitima os trabalhadores terceirizados. “Manifestamos nossa solidariedade às vítimas, não por coincidência, todos terceirizados. Foram vitimados um caldeireiro da Victória, José Adailton, em estado grave com queimaduras em 70% do corpo e fratura exposta na perna esquerda; outro caldeireiro da Victória, Jonas Leal, teve queimaduras em 25% do corpo, e; uma observadora da Potencial, Jucineide de Jesus, teve queimaduras em 10% do corpo (rosto) e corte na cabeça”, disse.

Para ele há indícios de que a terceirização é a principal causa de acidentes. “Os profissionais terceirizados têm 5,5 vezes mais chance de morrer em um acidente de trabalho do que os efetivos no setor do petróleo. Segundo informações da FUP (Federação Única dos Petroleiros), entre 2012 e 2013, foram registrados 110 óbitos de terceiros contra 20 mortes de funcionários da Petrobras. O procurador José de Lima, coordenador nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho do MPT (Ministério Público do Trabalho) chegou a afirmar que ‘o terceirizado é um trabalhador invisível para a sociedade. Ele não recebe o mesmo treinamento, não tem cobrança para o uso de equipamento de proteção individual (EPI), não ganha o mesmo que um empregado direto recebe exercendo a mesma função’, afirma o socialista.

“As entidades sindicais e organismos que fiscalizam a área trabalhista devem exigir condições dignas de trabalho para toda e todos. Os acidentes que se multiplicam na Petrobras não podem ser aceitos como naturais. A terceirização é perversa para o mundo do trabalho. Não somos contra os terceirizados, somos contra a terceirização rimando com escravidão e exploração. A terceirização precariza salários, precariza condições de trabalho. 90% dos acidentes na Petrobras envolvem trabalhadores terceirizados. Não só porque o terceirizado vai fazer os trabalhos mais perigosos, com risco de vida, mas também pela sua pouca disponibilidade de treinamento e poucas condições de trabalho. Temos que dar um basta a este ataque às trabalhadoras e trabalhadores”, finaliza Hilton Coelho.


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