
A representação, feita pelo deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA), contra a campanha publicitária da Petrobras que apresentava hipocritamente o escândalo de corrupção na empresa como um “desafio a ser superado” foi acatada pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). O órgão de regulação determinou que o anúncio deverá ser refeito para continuar sendo veiculado na mídia.
Na denúncia feita em fevereiro último, Aleluia alegou o Artigo 23 do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CBAP), que determina aos anúncios “não abusar da confiança do consumidor, não explorar sua falta de experiência ou de conhecimento e não se beneficiar de sua credulidade”. Ressaltou ainda a “proposital confusão” promovida pela peça publicitária ao querer relacionar a descoberta dos primeiros poços de petróleo, ou mesmo do Pré-Sal, com as consequências da Operação Lava Jato na empresa.
“Não se pode querer enganar a opinião pública com uma campanha publicitária milionária tratando o que é corrupção, roubo de dinheiro público, como exemplo de desafio a ser superado pela companhia. Não é desafio, são atos ilícitos que demandam rigorosa apuração e punição dos envolvidos”, afirmou Aleluia, comemorando a decisão do Conar.
Confira nota do Radar on line, da Revista Veja, redigida por Lauro Jardim
Desafios diferentes
O Conselho de Ética do Conar decidiu ontem que devem ser feitas alterações no comercial da Petrobras que cita a superação de desafios e coloca o Petrolão como “desafio atual”. A representação ao Conar foi feita pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). Ele questionou a forma como o anúncio da Petrobras colocava no mesmo contexto, sob o mote da superação, desafios históricos e escândalo que levou a estatal ao fundo do poço.
Apesar da defesa da Petrobras citar medidas tomadas recentemente para prevenir a corrupção, a maioria dos conselheiros do Conar decidiu que a propaganda deve ser refeita. Não foi recomendada nenhuma mudança pontual, mas alterações que evitem que desafios atuais não sejam considerados como os históricos.
Cabe recurso à decisão, mas a Petrobras deve executar as mudanças imediatamente se quiser manter o anúncio no ar.








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