Lava Jato: Corrupto confesso, Pedro Barusco diz que propina na Petrobras foi “institucionalizada” a partir de 2004

Pedro Barusco: “Muita documentação foi destruída antes da delação. O trabalho de coletar provas vai progredir. Eu simplesmente falei o que sabia”.
Pedro Barusco: “Muita documentação foi destruída antes da delação. O trabalho de coletar provas vai progredir. Eu simplesmente falei o que sabia”.
Pedro Barusco: “Muita documentação foi destruída antes da delação. O trabalho de coletar provas vai progredir. Eu simplesmente falei o que sabia”.
Pedro Barusco: “Muita documentação foi destruída antes da delação. O trabalho de coletar provas vai progredir. Eu simplesmente falei o que sabia”.

O engenheiro Pedro Barusco, ex-gerente de Engenharia da Petrobras, disse que só a partir de 2004 a propina que recebeu de empresas contratadas pela estatal passou a ser “institucionalizada”, ou seja, dividida entre partidos políticos e diretores da empresa. Antes disso, segundo ele, os pagamentos foram feitos em caráter pessoal. “Antes era coisa minha. Depois foi institucionalizada”, disse.

À CPI da Petrobras, ele admitiu ter começado a receber propinas por contratos firmados pela Petrobras a partir de 1997 ou 1998. Ele classificou como “institucional” as propinas que começou a dividir, a partir de 2004, com o ex-diretor da estatal Renato Duque e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O deputado Afonso Florence (PT-BA) pediu a Barusco provas de que houve efetivamente pagamentos feitos a Vaccari e que foram recebidos em nome do PT. “Nós somos um partido de homens e mulheres dignos. Que provas o senhor tem? O PT é o maior partido de esquerda do mundo”, questionou Florence.

Barusco disse que não forneceu provas à Polícia Federal ao longo do processo da Operação Lava Jato, mas que contou o que sabia. “Muita documentação foi destruída antes da delação. O trabalho de coletar provas vai progredir. Eu simplesmente falei o que sabia”, disse.

O ex-gerente relacionou os bancos onde depositou o dinheiro recebido em propinas ao longo do período. Em depoimentos judiciais, ele admitiu ter US$ 97 milhões, fruto de propinas. À CPI ele detalhou que recebeu efetivamente como propina cerca de US$ 70 milhões, e o restante (US$ 27 milhões) diz respeito a rendimentos financeiros.

Ele disse que os bancos tinham conhecimento da origem ilícita dos depósitos. Entre os bancos mencionados por ele, estão: HS Republic, HSBC, Safra, Cramer (da Suíça), Royal Bank of Canada e Delta – este último indicado pelo operador Zwi Zcorniky (que trabalhava para o estaleiro Kepel Fels).


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.