
“Este título já estava escrito nos refolhos do meu coração (…) Coração que sempre bateu pendularmente do Sergipe do meu pai para a Bahia de minha mãe (…) Agradeço pela alegria, honra e orgulho que doravante sentirei de ser tão sergipano quanto meu pai e tão baiano como minha mãe”. Estas foram as palavras utilizadas pelo ministro Carlos Ayres Brito, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ao receber o título de Cidadão Baiano em sessão solene realizada na manhã de hoje, dia 8, na Assembleia Legislativa da Bahia. A solenidade foi prestigiada por diversas autoridades, dentre elas os procuradores-gerais de Justiça Adjuntos, Sara Mandra Rusciolelli Souza e Wellington César Lima e Silva.
Natural do município de Propriá, em Sergipe, Ayres Britto afirmou que possui uma “identidade visceral” com a Bahia. Sua mãe, Dalva Ayres de Britto, era de Santo Amaro, cidade do Recôncavo Baiano, e sua esposa, Rita de Cássia Reis de Britto, é natural de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Ele citou também sua profunda admiração por poetas, pensadores e artistas baianos, como Castro Alves e Armandinho Macedo, e relembrou momentos vividos na Bahia desde muito jovem. Por isso, afirmou o ministro, ele se sentia “ungido” com um título “superlativamente honroso”.
O título de cidadão baiano foi proposto pela deputada estadual Fabíola Mansur, que destacou a atuação humanitária e o grande papel exercido por Ayres Britto no país. Ela relembrou votos importantes do ministro como nos casos de uso de células tronco; interrupção de gravidez de fetos anencéfalos; direito à união estável de casais homossexuais; cotas raciais em universidades públicas; e demarcação de terras indígenas da Raposa Serra do Sol. A atuação do ministro no combate à impunidade durante o julgamento da Ação Penal 470, que ficou mais conhecida como processo do mensalão, também foi pontuada pela deputada.
Participaram da solenidade o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo; a desembargadora Nágila Brito; a senadora Lídice da Mata; os presidentes dos Tribunais de Contas do Estado, Inaldo Araújo, e dos Municípios, Francisco Neto; o procurador-geral do Estado, Paulo Moreno; os ex-governadores da Bahia, Roberto Santos e Waldir Pires; o escritor Joaci Góes, dentre outros.








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