
O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso na Operação Lava Jato, propôs à Camargo Corrêa que a empreiteira efetuasse o pagamento de “dívidas oriundas de propina” por meio de doações legais ao partido. A afirmação foi feita hoje (26/05/2015) pelo ex-vice-presidente da empresa Eduardo Hermelino Leite em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.
“No segundo encontro que tivemos, ele [Vaccari] disse que estávamos em débito com o pagamento de propina à Diretoria de Serviços e me ofereceu quitar a dívida por meio de doações oficiais ao PT”, contou Leite. “Tive ‘n’ encontros com o Vaccari”, acrescentou.
À época, a diretoria de Serviços era comandada por Renato Duque. Duque e Vaccari são réus em ações penais decorrentes da Lava Jato, acusados de lavagem de dinheiro. De acordo com o empreiteiro, a proposta de Vaccari foi levada à diretoria da Camargo Corrêa, que não aceitou mudar a forma do pagamento de propina.
Depoente diz que Youssef costumava pagar propina atrasada da Camargo Corrêa
O executivo Eduardo Hermelino Leite, ex-vice-presidente da construtora Camargo Côrrea, admitiu à CPI da Petrobras que o doleiro Alberto Youssef fez um pagamento de propina no valor de R$ 2 milhões, com recursos próprios, para “agentes políticos”, em nome da empreiteira, que estava atrasada com suas obrigações.
“A Camargo Corrêa não era boa pagadora [de propina] e estava sempre atrasada”, disse Leite. Segundo o ex-vice-presidente da empreiteira, a propina era contabilizada como pagamento a serviços de consultoria, mas os valores eram tão altos que dificultavam a contabilidade e o pagamento em dia.
Leite disse isso ao responder pergunta do deputado Bruno Covas (PSDB-SP), um dos sub-relatores da CPI, que leu trecho de depoimento de Youssef em que o doleiro relata o caso.
Leite confirmou o teor do depoimento e disse que isso acontecia. “Depois fazíamos um encontro de contas para pagar a dívida com Youssef”, explicou.
Dinheiro de propina era contabilizado como custo da Camargo Corrêa, diz executivo
Em depoimento à CPI da Petrobras, o executivo Eduardo Hermelino Leite, ex-vice-presidente da construtora Camargo Côrrea, disse que a propina de 2% do valor dos contratos que tinha com a estatal era contabilizada como custos pela empreiteira.
Ele disse que pagava 1% sobre o valor dos contratos para dois diretores da Petrobras: Paulo Roberto Costa (de Abastecimento) e Renato Duque (Serviços).
Segundo ele, os pagamentos eram feitos por intermédio de dois operadores, o doleiro Alberto Youssef e o executivo Júlio Camargo, por meio de contratos de fachada com empresas de consultoria. “Isso entrava na contabilidade como custo, já que era pago a uma consultoria. Não era caixa dois”, disse.
Depoente diz que Youssef costumava pagar propina atrasada da Camargo Corrêa
O executivo Eduardo Hermelino Leite, ex-vice-presidente da construtora Camargo Côrrea, admitiu à CPI da Petrobras que o doleiro Alberto Youssef fez um pagamento de propina no valor de R$ 2 milhões, com recursos próprios, para “agentes políticos”, em nome da empreiteira, que estava atrasada com suas obrigações.
“A Camargo Corrêa não era boa pagadora [de propina] e estava sempre atrasada”, disse Leite. Segundo o ex-vice-presidente da empreiteira, a propina era contabilizada como pagamento a serviços de consultoria, mas os valores eram tão altos que dificultavam a contabilidade e o pagamento em dia.
Leite disse isso ao responder pergunta do deputado Bruno Covas (PSDB-SP), um dos sub-relatores da CPI, que leu trecho de depoimento de Youssef em que o doleiro relata o caso.
Leite confirmou o teor do depoimento e disse que isso acontecia. “Depois fazíamos um encontro de contas para pagar a dívida com Youssef”, explicou.
*Com informações da Agência Brasil.










Deixe um comentário