“Não somos contra a cidade, somos a favor do debate aberto e da participação popular”, declara vereador soteropolitano

O vereador Luiz Carlos Suíca durante sessão na Câmara de Salvador.
O vereador Luiz Carlos Suíca durante sessão na Câmara de Salvador.

O líder da oposição na Câmara de Vereadores de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT) rebateu o líder do governo, Joceval Rodrigues (PPS), e disse que os edis oposicionistas não estão contra a cidade, pelo contrário, sempre estiveram abertos ao diálogo. Nesta sexta-feira (29/05/2015), Suíca declarou que Salvador conta com o auxílio do governo estadual para destravar ações e transformar a capital em um canteiro de obras. “Não somos contra a cidade, somos a favor, é só reparar em torno dela o que tem de obra, de infraestrutura, que é do governo do estado, do qual a oposição faz parte. Nós somos a favor do debate público, aberto, da participação popular e dos movimentos sociais, mas somos contrata ao golpe rasteiro que costuma acontecer na Casa”, dispara o vereador petista se referindo à aprovação da outorga onerosa esta semana.

“[Os vereadores] precisam se despir das suas vaidades pessoais e avançar por uma cidade mais justa e mais igualitária. A política precisa que as pessoas sejam mais transparentes. E quando ao prefeito vai a Brasília para pedir ajuda, essa é uma das responsabilidades de um gestor, até porque a cidade precisa da força do governo federal para poder andar, funciona como uma troca”, explica Suíca. Para ele, “cada vereador tem a sua responsabilidade, e deve botar a mão na consciência e saber quem representa mais determinados setores da sociedade. A gente que sabe quem representa o povo e quem representa os interesses da burguesia”. O petista ainda lembra que a emenda do vereador Edvaldo Brito foi fundamentada no parecer dado por ele.

“A emenda da outorga onerosa, que Brito apresentou foi uma emenda para manter o Fundurbs [Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano de Salvador], baseado no meu parecer. E os edis da oposição não tiveram força de fazer uma emenda mais ampla, porque a de Brito tira algumas fontes, e só deixa três delas. Além do fato da alienação de bens de imóveis – os terrenos que o prefeito vai vender por 25 ou 30 milhões de reais. Esse ponto não entrou para o fundo”, aponta Suíca. O parecer do petista era pela manutenção do Fundurbs, e a Câmara de Vereadores caminhava para isso e para inserir mais fontes para o fundo administrar. “Votamos contra a emenda por não concordar e até por eu ser partidarista e seguir a decisão do partido. A emenda foi aprovada, o projeto foi aprovado, e perdemos a oportunidade de ter uma emenda toda, importante e que a gente sempre questionou”.


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