Papa Francisco destaca a “grande potencialidade humana e espiritual” latino-americana

Papa Francisco comenta sobre viagem a América Latina.
Papa Francisco comenta sobre viagem a América Latina.
Papa Francisco comenta sobre viagem a América Latina.
Papa Francisco comenta sobre viagem a América Latina.
Papa Francisco durante viagem a América Latina.
Papa Francisco durante viagem a América Latina.

Os “verbos do Pastor” – ver, ter compaixão e ensinar – presentes no Evangelho de Marcos proposto pela liturgia deste domingo e a viagem ao Equador, Bolívia e Paraguai, concluída há uma semana, deram o tom da alocução do Santo Padre que precede a Oração do Angelus. A temperatura de 33ºC não afastou da Praça São Pedro os “corajosos fieis” que enfrentaram o calor para ouvir o Santo Padre agradecer pela viagem e falar das “grandes potencialidades humanas e espirituais” do continente latino-americano.

Ver, ter compaixão, ensinar

A imagem de Jesus oferecida pelo Evangelho de Marcos, que “fotografa” os olhos de seus discípulos, colhendo os sentimentos, pois “estavam como ovelha sem pastor”, oferece a Francisco a ocasião para destacar três verbos: ver, ter compaixão e ensinar, definidos por ele como “os verbos do Pastor”, explicando:

“O primeiro e o segundo, ver e ter compaixão, estão sempre associados ao comportamento de Jesus: de fato, o seu olhar não é o olhar de um sociólogo ou de um repórter fotográfico, pois ele olha sempre com “os olhos do coração”. Estes dois verbos, ver e ter compaixão, configuram Jesus como Bom Pastor. Também a sua compaixão, não é somente um sentimento humano, mas é a comoção do Messias em quem se fez carne a ternura de Deus. E desta compaixão nasce o desejo de Jesus de nutrir a multidão com o pão da sua Palavra, isto é, de ensinar a Palavra de Deus às pessoas. Jesus vê, Jesus tem compaixão, Jesus nos ensina. E isto é bonito!”

Viagem à América Latina

A viagem do Papa Francisco ao continente latino-americano foi vivida com muita intensidade e marcada por momentos fortes e de muita proximidade com as populações. E deixou saudades, a ponto de o Pontífice dedicar boa parte do Angelus a ela, começando pelo agradecimento a Deus “de todo o coração por este dom”, às populações, “pela afetuosa e calorosa acolhida e entusiasmo”, mas também às autoridades pela “acolhida e colaboração”.

Com meus “irmãos bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e todas as pessoas que participaram – disse Francisco –  louvei o Senhor pelas maravilhas que operou no povo de Deus a caminho naquelas terras”, “e também pelas maravilhas com que enriqueceu estes países”:

“O continente latino-americano tem grandes potencialidades humanas e espirituais, guarda valores cristãos profundamente radicados, mas vive também graves problemas sociais e econômicos. Para contribuir para a sua solução, a Igreja está comprometida em mobilizar as forças espirituais e morais de suas comunidades, colaborando com todos os componentes da sociedade”.

Inesquecível viagem apostólica

Francisco ressaltou por fim, a importância da “acentuada religiosidade destas populações” no testemunho fiel do Evangelho e na difusão da Palavra de Deus, para enfrentar tantos desafios. E confiou os frutos desta “inesquecível viagem apostólica” à intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira de toda a América Latina. (JE)


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