17ª fase da Lava Jato prende o ex-ministro José Dirceu

17º Fase da Operação Lava Jato é deflagrada pela Polícia Federal. Foi decidido pelo juiz Sérgio Moro que a PF cumpra 40 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento.
17º Fase da Operação Lava Jato é deflagrada pela Polícia Federal. Foi decidido pelo juiz Sérgio Moro que a PF cumpra 40 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento.

A Polícia Federal (PF) cumpre, desde as 6h desta segunda-feira (03/08/2015), a 17ª fase da Operação Lava Jato. Estão sendo realizados 40 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. A operação foi batizada de Pixuleco, em alusão ao termo utilizado para nominar propina recebida de contratos.

José Dirceu é alvo de prisão preventiva decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato. A prisão temporária ocorreu em Brasília, tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado. Os presos serão levados para a Superintendência da PF em Curitiba.

Investigação

O ex- ministro José Dirceu foi preso por suposto recebimento de propinas disfarçadas na forma de consultorias, através da empresa JD Assessoria. Proprietário da JD Assessoria, José Dirceu fechou a consultoria após a condenação e prisão no processo do Mensalão. Atualmente, o ex-ministro cumpria prisão domiciliar, em Brasília, pela condenação no processo do Mensalão.

A Polícia Federal incluiu a JD Assessoria e Consultoria em um grupo de 31 empresas  ”suspeitas de promoverem operações de lavagem de dinheiro” em contratos das obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco – construção iniciada em 2007, que deveria custar R$ 4 bilhões e consumiu mais de R$ 23 bilhões da Petrobras.

O documento é o primeiro de uma série de perícias técnicas da Polícia Federal que apontam um percentual de desvios na Petrobrás de até 20% do valor de contratos. O percentual é superior aos 3% apontados até aqui nas investigações da Operação Lava Jato, que incluía apenas da propina dos agentes públicos e políticos.

“Foi identificada movimentação financeira da ordem de R$ 71,4 milhões, tendo como origem Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A e como destino as seguintes empresas, suspeitas de operarem lavagem de dinheiro: Costa Global Consultoria e Participações, JD Assessoria e Consultoria; Treviso do Brasil Empreendimentos e Piemonte Empreendimentos”, registra o laudo 1342/2015 presente nos autos da Lava Jato.

*Com informações do G1 e Estadão.


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