Em Salvador, ex-presidente Lula diz que oposição está preocupada com eleição de 2018: “Eles perderam a quarta eleição e não se conformam”

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento em Salvador: "vamos à luta, não dá pra ficar parado”.
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento em Salvador: “vamos à luta, não dá pra ficar parado”.
Lula agradeceu pelo que viu ontem no Piauí e hoje na Bahia, “o que eu vi nas escolas públicas, foi uma lição de vida pra mim”.
Lula agradeceu pelo que viu ontem no Piauí e hoje na Bahia, “o que eu vi nas escolas públicas, foi uma lição de vida pra mim”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou, na manhã desta sexta-feira (23/10/2015), o tamanho de sua fé no Brasil e na capacidade da economia nacional de se recuperar e voltar a crescer. Em entrevista à Rádio Metrópole, em Salvador, o petista disse que os brasileiros precisam levantar a cabeça e pensar positivamente.

“Vamos à luta, não dá pra ficar parado. Por que eu tenho muita fé no Brasil? Porque temos um mercado interno extraordinário. 200 milhões de pessoas querendo ir às compras, e a garantia do emprego é a economia girar”, declarou, ao lembrar que o país enfrentou uma crise financeira semelhante em 2008, diante da crise financeira mundial.

O ex-presidente lembrou a estratégia adotada por ele na época para manter o consumo e os investimentos. “No auge da crise, a imprensa publicava que o povo não ia as compras por medo de desemprego. Chamei Franklin Martins (ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social), pedi que fosse convocado um pronunciamento, e disse: ‘Vou chamar o povo pra ir pras compras’”, recordou.

“Fui pra TV. Falei que se o povo deixar de comprar, o comércio deixa de vender e a indústria não produz. Se você está com medo de consumir pra não perder o emprego, se você não consumir você vai perder o emprego mais rápido ainda”, pontuou Lula.

Lula disse novamente que, apesar do que diga a oposição, o PT não está “morto” e fez uma referência indireta à disputa na capital paulista em 2016, quando o petista Fernando Haddad tentará a reeleição para a Prefeitura. “As pessoas são burras de não perceber que cada eleição é uma eleição, cada cidade tem uma história. O cara não vai votar no prefeito pensando na presidenta, não. O cara vai votar no prefeito pensando na sua cidade.”

Ódio de Classe

O ex-presidente disse que existe um “ódio” manifestado contra o PT e um preconceito de classe. “O PT não é meia dúzia de pessoas. São milhões e milhões de pessoas que trabalham e vivem do seu salário. O que incomoda eles é um analfabeto ter feito mais universidades do que eles”, declarou, referindo-se aos investimentos feitos em educação, na sua gestão.

O ex-presidente criticou também o recurso da delação premiada ao dizer que o país vive um momento excepcional: “um cidadão é preso e delata até a mãe, se for o caso, pra poder sair da cadeia”

Campanha 2018

O ex-presidente Lula negou que esteja ensaiando voltar ao Poder e candidatar-se novamente à Presidência nas próximas eleições. O petista disse preferir que o candidato do PT seja “uma pessoa mais nova”.

“É bom ser presidente, eu gostei, mas gostei porque deu certo. Espero que a gente crie condições de ter outros candidatos. Eu já estou com 70 anos, vou fazer terça-feira (27). Por mais que eu esteja bem e estou bem, sei que não tenho mais o vigor físico que eu tinha aos 55 anos”, disse o ex-presidente. “Sou muito pragmático em Brasília, sinceramente gostaria que não fosse eu o candidato outra vez. Gostaria que nós tivéssemos uma pessoa mais nova, mais competente. O Brasil precisa de novas lideranças”, completou.

“O Brasil precisa de novas lideranças, se tudo saísse como eu queria, o Eduardo Campos (PSB – falecido em 2014) seria vice da Dilma e em 2018 seria candidato a presidente. Vamos preparar alguém para 2018. Precisa ter alguém nesse país para ser presidente de todos. E na hora de repartir o pão, ele precisa dar um pouquinho a mais para o pobre”, declarou Lula.

No entanto, Lula disse que a oposição já está preocupada “com evitar a possibilidade”. O petista disse ainda que sua intenção é “conversar com o povo brasileiro”, falar sobre o ódio ao PT  e desmontar a crescente campanha de intolerância e golpismo contra a presidenta Dilma Rousseff.

“Eles (oposição) perderam a quarta eleição e não se conformam. Porque eles tentam destruir a mandato de uma pessoa que nem começou? Vou começar a bater asas. Vou pro nordeste, vou pra porta de fábrica. O País tem coisas muito mais importantes do que aquilo que aparece nas páginas e manchetes dos jornais”, refutou.

Mídia e golpismo

Questionado sobre as recorrentes tentativas da oposição e de parte da imprensa de ligá-lo aos casos de corrupção da Petrobras, investigados pela Operação Lava Jato, Lula disse não se preocupar.

“Eu fico tranquilo, há muito tempo aprendi a não ficar nervoso. Quando alguém faz uma manchete cretina, eu deixo ele nervoso não lendo, eu não vou ficar batendo boca”, declarou.

Para ele, essa é apenas uma das estratégias da oposição para desestabilizá-lo. “O papel da oposição é tentar matar seu adversário. Eles fazem assim: se eu não posso na política, vou tentar de outro jeito. Antigamente, se esperava atrás de uma moita e se matava, hoje em dia não se faz mais isso”, disse.

*Com informações das Agência de Notícias.


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