
Na manhã desta terça-feira (29/09/2015), o vereador peemidebista Pablo Roberto utilizou a tribuna Livre da Câmara Municipal de Feira de Santana, para falar da votação contrária ao requerimento apresentado pelo vereador Edvaldo Lima (PP), o qual solicita que os vereadores aprovem que a prefeitura não repasse nenhum tipo de verba para a realização da Parada LGBT de Feira de Santana.
Pablo lembrou da Audiência Pública que discutiu a Intolerância religiosa realizada semana passada na Câmara e considerou o requerimento de Edvaldo Lima preconceituoso, afirmando que a justificativa dada pelo edil não convenceu a nenhum dos vereadores presentes na sessão.
“Vossa excelência não tem como fazer um discurso aqui dizendo que não é discriminação, até porque nós realizamos em Feira diversos eventos, seja ele a Marcha para Jesus, seja a Micareta de Feira ou o Bando Anunciador e tantos outros, como a realização da inauguração da Praça da Matriz, quando o município contratou a cantora Joana para atender também os católicos, e eu não consigo entender, os motivos que o levou a apresentar um requerimento como esse, que tenta proibir o município de Feira de Santana a destinar recursos a um evento que já se tornou tradição na cidade e que já é realizado por muitos anos.
O argumento que vossa excelência usou aqui, é que é por conta do ocorrido na Parada LGBT de São Paulo. E isso não tem nada a ver, tentar trazer um problema que aconteceu lá para a cidade de Feira de Santana. Não podemos votar em um requerimento que provoca a segregação, onde deixa muito claro a intolerância. Semana passada nós tivemos a oportunidade de realizar uma excelente Audiência Pública aqui acerca disso, onde o município realiza esse ano uma grande campanha de combate e enfrentamento a todo tipo de intolerância com o tema Intolerância nem por um minuto.
Então, nós não podemos nessa manhã de forma nenhuma votar em um requerimento que segrega e provoca apartaíde, e outra coisa , quando se usa o discurso aqui em nome da família, em nome da moral e etc, até parece que vossa excelência tenta transmitir um sentimento de que essas pessoas do movimento LGBT não tem família, parece que não tem pai, não tem mãe e irmão, e que não merecem receber do poder público municipal ajuda, com o aporte financeiro para a realização das suas atividades. Por conta disso, eu quero manifestar meu voto, assim como os colegas vereadores, que sou terminantemente contra a aprovação desse requerimento”, disse Pablo.
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