Especialista baiano defende tese premiada sobre lesões mamárias

Ilustração da mama feminina. Especialista baiano defende tese premiada sobre lesões mamárias. Estudo teve apoio científico da Clínica CAM e foi publicado em veículo internacional.
Ilustração da mama feminina. Especialista baiano defende tese premiada sobre lesões mamárias. Estudo teve apoio científico da Clínica CAM e foi publicado em veículo internacional.

O médico radiologista João Ricardo Maltez de Almeida defendeu, no último dia 11 de dezembro, a sua tese de doutorado pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), ganhando notoriedade pela relevância do tema e repercussão sobre os resultados do estudo. Na banca examinadora estiveram presentes os doutores Alfredo Barros (chefe do serviço de mastologia do Sírio-Libanês e professor da USP), Almir Bitencourt (médico radiologista especializado em oncologia pele AC Camargo Cancer Center, em SP) e Luiz Eduardo Machado (famoso ginecologista da Bahia e ex-professor da EBMSP), além dos professores Ubirajara Barroso e Constança Margarida Cruz (da Pós-Graduação de Medicina da EBMSP). A tese obteve aprovação com nota máxima unânime dos membros da banca.

O trabalho principal foi publicado no American Journal of Roentgenology (AJR) em 2015, publicação internacional das mais reputadas em radiologia. Além disso, a tese originou duas outras publicações: a primeira, também em 2015, na Revista Brasileira de Mastologia, enquanto que a segunda, já aceita pela Radiologia Brasileira – maior revista nacional da especialidade -, tem previsão de sair em 2016. Com o intuito de aumentar a divulgação do projeto, o autor ainda enviou painel ao Congresso Brasileiro de Radiologia, realizado no Rio de Janeiro em 2015, o qual foi premiado e selecionado para representar o Brasil no Congresso da American Roentgen Ray Society (ARRS) em Los Angeles, estando entre os selecionados dentre os mais de 700 inscritos.

Diagnósticos mais precisos

A tese trata de lesões mamárias suspeitas por critérios de imagem – categoria BI-RADSⓇ 4 – derivados da ressonância magnética (RM). Tais lesões apresentam probabilidade de câncer muito variável (o sistema de classificação BI-RADSⓇ reporta probabilidade de câncer entre 2% e 95% em tal categoria). Portanto, uma subdivisão desses achados em subcategorias mais restritas é muito importante para o adequado manejo clínico após a biópsia. Essa estratificação já é norma para mamografia e ultrassonografia; no entanto, o projeto foi o primeiro a propor tal estratégia para ressonância magnética.

“Um dos pontos relevantes do projeto é o modelo de colaboração empregado entre o setor médico privado e o acadêmico na área de diagnóstico por imagem. Ele demonstra que é possível a produção científica de qualidade em nosso meio”, defende Maltez. A tese teve o apoio científico e parceria da CAM. Os exames de ressonância e muitos dos estudos patológicos foram realizados na própria clínica. Portanto, o ganho de conhecimento científico adquirido com o projeto retorna, de maneira indireta, para as próprias pacientes que fazem seguimento na instituição, já que é possível extrapolar a abordagem diagnóstica apresentada em futuros exames. Assim, há possibilidade real de melhorar ainda mais a qualidade dos relatórios de ressonância magnética, acarretando maior percentual de acerto e melhor manejo terapêutico.


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