Experiência da Universidade Federal do Sul da Bahia pode ser modelo para o país

Mesa: coordenador-geral de Expansão e Gestão das Instituições Federais de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Antônio Simões; presidente eventual da CE, senadora Lídice da Mata (PSB-BA); reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Naomar Monteiro de Almeida Filho.
Mesa: coordenador-geral de Expansão e Gestão das Instituições Federais de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Antônio Simões; presidente eventual da CE, senadora Lídice da Mata (PSB-BA); reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Naomar Monteiro de Almeida Filho.
Mesa: coordenador-geral de Expansão e Gestão das Instituições Federais de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Antônio Simões; presidente eventual da CE, senadora Lídice da Mata (PSB-BA); reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Naomar Monteiro de Almeida Filho.
Mesa: coordenador-geral de Expansão e Gestão das Instituições Federais de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Antônio Simões; presidente eventual da CE, senadora Lídice da Mata (PSB-BA); reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Naomar Monteiro de Almeida Filho.

Um balanço dos primeiros dois anos de existência da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) foi realizado nesta quarta-feira (16/02/2016) em audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Os dados apresentados pelo reitor Naomar Monteiro de Almeida Filho mostram uma instituição que procura valorizar a inclusão, a integração social, o desenvolvimento regional, o uso massivo de tecnologia da informação e a educação básica.

A criação da UFSB, com sede na cidade de Itabuna e com um campus em Porto Seguro e outro em Teixeira de Freitas, foi aprovada pelo Senado em 8 de maio de 2013 e sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 5 de junho do mesmo ano.

O modelo pedagógico adotado se diferencia das demais universidades por permitir o ingresso dos alunos nos programas de bacharelado interdisciplinar, em que o estudante escolhe uma entre quatro grandes áreas de atuação: Artes; Humanidades; Saúde; Ciência e Tecnologia. Após concluir o bacharelado, com duração de três anos, o aluno poderá fazer uma opção mais específica, escolhendo uma carreira profissional.

Além disso, a nova universidade oferece aos moradores dos municípios do sul da Bahia com mais de 20 mil habitantes a possibilidade de ingressar em seus cursos por meio de colégios universitários instalados em suas próprias localidades.

O reitor da UFSB relatou que as inovações começam pelo regime letivo, que é quadrimestral de multiturno, e o currículo modular e flexível. As atividades desenvolvidas na universidade têm cobertura digital em tempo real, registradas em áudio e vídeo e retransmitidas para os alunos dos colégios universitários, que podem participar de forma interativa na sala de aula.

— A gente tem um conceito pedagógico que a melhor forma de aprender é fazendo. Todo aluno recebe um notebook, como fiel depositário, e a instrução é levar para casa, compartilhar com a família. É um orgulho para eles — explicou o reitor.

Futuro

O próximo passo será implantar na região complexos integrados de educação em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e outras universidades. A ideia é que escolas de ensino médio cedam espaço para os colégios universitários e se transformem em escolas de ensino integral pela manhã e à tarde. À noite, para os alunos trabalhadores, funcionará como um centro noturno de educação.

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), que foi a relatora do projeto de criação da universidade e uma das autoras do requerimento para a audiência pública, defendeu no Ministério da Educação a abertura de novas vagas para professores, uma demanda da universidade.

— Tenho grande expectativa de que essa possa ser uma experiência modelo a ser reproduzida em outros territórios brasileiros e, por isso, que ela possa acontecer exitosamente. Coisa que já vem efetivamente ocorrendo — disse a senadora.

O Coordenador-Geral de Expansão e Gestão das Instituições Federais de Educação Superior do Ministério da Educação, Antônio Simões, afirmou que o MEC deve acompanhar a experiência e torcer pelos bons resultados, para que as novas universidades também adotem o modelo.

— Era interessante que o Brasil fizesse isso porque essa experiência inclui muito, o aluno não vem para a universidade, a universidade vai para o aluno — ressaltou.

*Com informações da Agência Senado.


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