
Na manhã desta quarta-feira (24/02/2016), durante discurso na tribuna da Casa Legislativa, o vereador Beldes Ramos (PT) responsabilizou o Governo do Município pela falta de aula nas escolas da rede municipal de Feira de Santana devido à greve dos professores.
Em sua opinião, o poder público municipal não se preparou para o cumprimento da lei federal, que garante aos docentes a reserva de 1/3 da carga horária para planejamento, estudos e avaliações.
“A greve é legítima, não é como o vereador Lulinha disse aqui que é birra de professor, porque eu não vejo como birra quando você luta pelos seus direitos e quer vê-los garantidos”, disse o petista.
Beldes afirmou que o Governo Municipal não tem cumprido com a palavra, relatando que no final de 2014, quando foi aprovado o orçamento de 2015, o ex-líder governista, vereador Carlito do Peixe (DEM), trouxe à tribuna a mensagem do prefeito José Ronaldo de Carvalho garantindo que em janeiro do ano passado os agentes comunitários de saúde teriam no contracheque o piso salarial que foi assegurado por lei federal.
“Estamos em fevereiro de 2016 e não se cumpriu aquilo que foi colocado aqui”, queixou-se. O oposicionista acredita que Carlito do Peixe foi vítima da “mentira” do Governo Municipal, quando transmitiu a mensagem governamental.
Partindo desse pressuposto, ele disse que a APLB Feira está correta em exigir a criação de uma lei municipal que garanta os direitos dos professores. O petista informou que o Governo do Estado da Bahia cumpre a lei federal que garante aos docentes a reserva de 1/3 da carga horária para planejamento, estudos e avaliações.
“Em vez de se mirar em quem não cumpre, vamos nos mirar em quem cumpre; vamos nos mirar no Governo do Estado, que já cumpre e vamos fazer com que Feira de Santana cumpra. Não é correto, em hipótese alguma, diminuir a legitimidade da luta pela garantia desse direito dos professores, através da APLB”, declarou o petista, afirmando que não vê nenhuma truculência por parte da presidente da APLB, Marlede Oliveira, nas negociações.
Na oportunidade, Beldes Ramos voltou a cobrar do Governo do Município o Plano Municipal de Educação para que seja votado na Casa da Cidadania.










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