Juiz nega revogação de prisões preventivas de réus da Operação Zelotes

A Operação Zelotes foi deflagrada, inicialmente, em 26 de março de 2016, pela Polícia Federal (PF), com a finalidade de investigar esquema de corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (CARF), órgão colegiado do Ministério da Fazenda, responsável por julgar os recursos administrativos de autuações contra empresas e pessoas físicas , por sonegação fiscal e previdenciária.
A Operação Zelotes foi deflagrada, inicialmente, em 26 de março de 2016, pela Polícia Federal (PF), com a finalidade de investigar esquema de corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (CARF), órgão colegiado do Ministério da Fazenda, responsável por julgar os recursos administrativos de autuações contra empresas e pessoas físicas , por sonegação fiscal e previdenciária.

O juiz federal Vallisney de Souza, titular da 10ª Vara Federal, negou o pedido de revogação das prisões preventivas e de cumprimento de prisão domiciliar para Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, réus da Operação Zelotes. A decisão do juiz foi divulgada na sexta-feira (05/02/2016). O pedido foi feito pela defesa dos réus que alegam que ambos têm problemas de saúde.

A defesa do casal alega que Marcondes precisa de um implante de marca-passo, sofre de hipertensão e de insuficiência renal crônica e que sua esposa, Cristina Mautoni, sente dores nas pernas decorrentes de uma cirurgia. Cristina tem acompanhado as audiências em uma cadeira de rodas.

Segundo o juiz, apesar de haver informações de que os réus têm problemas de saúde, não há um laudo oficial que trate nem da gravidade dos problemas de ambos e nem da necessidade de que a prisão seja domiciliar. “Consoante salientado pelo MPF [Ministério Público Federal] existe um laudo oficial atestando exatamente o contrário, ou seja, de que as condições de saúde de Cristina Mautoni são condizentes com a manutenção da prisão preventiva”, diz a decisão.

O juiz determinou que uma perícia seja feita, no próximo dia 11,  por peritos judiciais para atestar o estado de saúde de Cristina. Vallisney de Souza autorizou também que ela seja visitada por seu médico particular.

Sobre Cristina, o advogado de defesa do casal Roberto Podval disse que a perícia vai analisar o estado de saúde dela mas que, para Podval, independente disso, sua cliente não deveria estar presa. “Independentemente do estado de saúde, não teria razão nenhuma para ela estar presa. Não tem uma única pessoa nesse processo que tenha dito que ela participou de alguma coisa, que ela fez algum ato”, disse.


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