Centrais sindicais protestam em São Paulo contra juros altos

Debaixo de chuva, representantes das centrais sindicais distribuíram bananas entre os manifestantes e as pessoas que passaram pela Avenida Paulista na hora do protesto contra os juros altos.
Debaixo de chuva, representantes das centrais sindicais distribuíram bananas entre os manifestantes e as pessoas que passaram pela Avenida Paulista na hora do protesto contra os juros altos.

Centrais sindicais fizeram na segunda-feira (01/03/2016) um protesto contra os juros altos em frente à sede do Banco Central, na Avenida Paulista, região central da capital paulista.

Durante o protesto, realizado de manhã, os manifestantes distribuíram bananas aos participantes do ato e às pessoas que passavam pelo local. Segundo as centrais, o ato foi marcado para esta terça-feira, porque neste dia o Comitê de Política Monetária (Copom) inicia a reunião na qual será decidida a taxa básica de juros, que será divulgada amanhã (2).

Segundo o vice-presidente da Força Sindical, Miguel Torres, o protesto no dia da reunião do Copom é uma tradição das centrais sindicais, para tentar convencer o comitê a não aumentar, ou até mesmo a reduzir a taxa de juros. “Hoje temos a taxa em 14,25%, sendo a maior do mundo. Há países que estão com taxa negativa para ter investimento na produção, e aqui no Brasil vai-se contra essa lógica.”

O dirigente do Sindicato dos Comerciários da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Josimar Andrade, reforçou que a agenda antecedente às reuniões é uma luta antiga porque as centrais sindicais não entendem o que ele chamou de política de não valorização do emprego. “Essa política não caminha junto com a elevação da produtividade do país. Por isso, estamos combatendo essa política equivocada do Banco Central”, disse ele.

Para o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Ubiraci Dantas de Oliveira, o protesto é necessário porque “ninguém aguenta mais”. “São 9 milhões de desempregados. São indústrias fechando, ou indo embora, aumentando o exército de desempregados. Enquanto isso, a dengue, a chikungunya e a zika continuam se espalhando pelo Brasil. Há precariedade na saúde e na educação. Por isso, estamos aqui lutando contra essa taxa de juros”, afirmou.

O protesto durou cerca de uma hora e foi feito debaixo de chuva.


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