

O Cardeal Arcebispo de São Paulo, Odilo Scherer, foi atacado durante uma missa na Catedral da Sé, na manhã de quarta (23/03/2016), por uma mulher que o acusou de ser um comunista infiltrado na Igreja Católica. Aos gritos ela dizia: “Você e a CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil] são comunistas infiltrados; não podem fazer isso com a minha Igreja”. Depois avançou sobre ele, arrancou sua mitra, derrubando-o no chão e arranhando seu rosto.
O clima de intolerância política e o desrespeito a ordem democrática contaminou o Brasil. A classe média branca, de renda e escolaridade alta, arreganha os dentes contra os pobres, ódio de classe.
O pacto federativo ameaça ser rompido. E lembrem que é antigo, vem do primeiro governo de Getulio Vargas (1930-1945).
Nessa situação sem graça, soa ridículo e patético o humor político tentar fazer piadas. Não há motivo para rir.
Se existe algum lado positivo, este ocorre por essa intolerância e fanatismo político não ter descambado – ainda – para a violência. Nos primórdios da Guerre Civil Espanhola, entre 1931 a 1936, os assassinatos eram seletivos. Quando eclode a Guerra Civil (julho de 1936) os assassinatos assumem dimensão de massa: 1 milhão de mortos.
Que querem os kamikases da política? Desde novembro de 2014 que não aceitam a derrota nas urnas, regra básica do jogo democrático. Se surpreenderam com o projeto governamental fazer 16 anos. Querem golpear a democracia.
A sociedade brasileira, até então espectadora passiva da sanha autoritária, começa a reagir em nome das liberdades democráticas.
Qual será o próximo round?








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