Presidentes de Venezuela e Bolívia criticam abertura de impeachment de Dilma Rousseff

Nicolás Maduro e Evo Morales, presidentes de Venezuela e Bolívia criticam abertura de impeachment de Dilma Rousseff.
Nicolás Maduro e Evo Morales, presidentes de Venezuela e Bolívia criticam abertura de impeachment de Dilma Rousseff.

Dois chefes de Estado da América do Sul, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Bolívia, Evo Morales, declararam apoio à presidenta Dilma Rousseff após decisão da Câmara dos Deputados de abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados neste domingo (17/04/2016). Em sua conta no Twitter, Maduro questionou a legalidade do processo aprovado e acusou a oposição brasileira de atuar por “ordem yankee”, referindo-se aos Estados Unidos.

“A direita do continente desconhece a Soberania Popular. Pretendem que desapareçamos? Alerta, alerta que caminha”, escreveu o presidente venezuelano. Junto com a declaração, Maduro postou fotos de manifestações contra o impeachment feitas no Brasil. Essa foi a mais recente das manifestações pela rede social do presidente venezuelano, dado a frequentes críticas aos governos de direita e ao que chama de “imperialismo norte-americano”.

Antes da votação, Maduro havia feito outra publicação sobre a crise política no Brasil. Ele postou uma foto de manifestantes com bandeiras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Na imagem, o grupo erguia uma bandeira com os rostos do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “O povo brasileiro mobilizado diz ‘não ao golpe a Dilma’, entretanto, o Parlamento atua como um lacaio do Império”. Outro post diz “A presidente Dilma chegou ao poder com 54 milhões de votos, hoje 437 gorilas a ameaçam por ordem yankee”.

Também via Twitter, o presidente boliviano, Evo Morales, foi outro a criticar a abertura do processo de impeachment de Dilma. Ele referiu-se à votação de domingo à noite como um “golpe”, reproduzindo um discurso amplamente repetido pelos críticos ao impeachment e pela própria Dilma. “Não ao golpe no Congresso. Defendamos a democracia do Brasil, sua liderança regional e a estabilidade da América Latina”.

Com 367 votos a favor, o processo de impeachment contra Dilma foi aberto na noite de ontem e segue para análise do Senado. O pedido teve como base o argumento de que Dilma cometeu crime de responsabilidade por causa do atraso nos repasses a bancos públicos para o pagamento de benefícios sociais, que ficaram conhecidos como pedaladas fiscais. Os autores do pedido também citaram a abertura de créditos suplementares ao Orçamento sem autorização do Congresso Nacional como motivo para o afastamento da presidenta.


Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Avatar de Redação do Jornal Grande Bahia

Valorize o jornalismo crítico, plural, rigoroso e comprometido com a verdade factual, a democracia, o Estado de Direito e o interesse público. Escolha o Jornal Grande Bahia (JGB) como fonte preferida no Google: clique aqui.

Sua confiança também fortalece nosso trabalho: avalie o JGB

Selecione o JGB e receba nossas notícias com mais destaque.


Deixe um comentário


Banner de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.
Banner com tema Assine o JGB no Google.